segunda-feira, 18 de março de 2019

Vai entender...

Vai entender...

Aprendi na Bíblia que devemos respeitar nossos líderes... E fui contestado...
Falaram-me que eu estava sendo subserviente... Que devemos obedecer enquanto são fiéis à Bíblia e que somos seres pensantes para discordar de líderes... (O que está certo)
Embora esses que assim falavam, o faziam para mascarar sua oposição  carnal pelos líderes instituídos...

Hoje, os mesmos, obrigam-nos que nos submetamos as decisões superiores só pelo fato de serem os superiores que mandam e desmandam na instituição...
Mesmo que exista margem para discutir a decisão...
Subserviência...
Cadê o "enquanto são fiéis"?
Cadê o povo pensante?

No início das redes sociais, eu tirava foto da igreja, nos momentos de comunhão e edificação, fazia convites pelas redes, expressava opiniões, divulgava atividades...
Julgaram-me exibido, desviado do propósito, sem espiritualidade e etc...

Hoje, vejo GRANDES nomes dos arraiais eclesiásticos fazendo tudo isso e muito mais... E para Glória de quem? 

E eu, reprimido anteriormente, sou agora tachado de ultrapassado, antiquado e desatualizado... Ou, se busco resgatar o que já fiz, estou querendo me mostrar...
Como dizem: "tá serto!"

Ah... O mesmo aconteceu em áreas de pregação, aulas de Escola Dominical, atividades para jovens, adolescentes, atividades em pequenos grupos, oração, dons espirituais, governo de igreja, relação entre pares, atividades ministeriais e mais tantas outras coisas...

Vi líderes, professores, pastores, mestres e doutores... Ora apresentado isso ou aquilo como verdadeiro, ora combatendo o que antes defendida...

Também já mudei de opinião em função de melhor conhecimento e entendimento acerca de algumas matérias de fé... Claro, somos constantemente submetidos ao desenvolvimento em todas as áreas... 

Porém, que fique claro, o que estou apontando é outra coisa.... Sim, isso mesmo, estou apontando para a manipulação pseudo intelectual, bíblica e dogmática acerca de posicionamentos tão rígidos em função do contexto histórico, cultural, político (em sua pior concepção), para benefício próprio, seja de um grupo ou pessoal mesmo... Em completo detrimento da verdadeira Igreja!

Já vi ovelhas arrebentadas por aqueles que deveriam cuidar, ensinar e orientar...
Devo ter sido um desses também... Tenho espelho existencial para enxergar meus erros... Sobretudo, tenho vida com Deus para ser convencido pelo Espírito Santo e Sua Palavra acerca do pecado, da justiça e do juízo... Mesmo sendo pobre, cego, nú e carente da Glória de Deus... Ademais, quando a casca é dura, o Senhor envia um espinho na carne ou uma "jumenta de Balaão" para deixar claro quem é que manda em minha vida... (Ele, claro), pois a ferida do espinho é curada, e o animal continua sem discernimento sem o toque de Deus...

O que causa náusea, é perceber que alguns desses o fazem em completa consciência e disposição usurpadora para benefício próprio...

E aí? Será só mais um desabafo?
Alguém pode perguntar...

E se for? O espaço é legítimo... Pode até ser inadequado, inapropriado, dependendo do ponto de vista... Mas, na ausência desses, vai este mesmo....

Mas, de qualquer maneira, graças a Deus pelo Seu Poder e Glória... Pela Salvação em Cristo Jesus! Pelo Espírito Santo como selo e penhor da nossa herança! 
Nas mãos dEle eu quero estar sempre...




sexta-feira, 8 de março de 2019

No Reino de Deus … seja leal e não desaponte seu líder.

No Reino de Deus … seja leal e não desaponte seu líder.


João 14:8,9 Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
mico#14
Durante a ocasião da Páscoa, Filipe foi abordado por alguns gregos que desejavam ter um encontro particular com Jesus. Ele os conduziu a Jesus. Em um dos eventos de multiplicação de alimentos, Filipe argumentou que 200 denários não seriam suficientes para alimentar a multidão.

Pouco depois da Ceia, Jesus estava falando claramente sobre sua morte. Filipe estava diante do Emanuel, o Deus conosco, mas ainda não compreendia isso. Talvez, naquela interrupção, Filipe esperasse algum tipo de ‘teofania’ como a registrada em Êxodo 33.18.

O mico de Filipe foi não perceber e aceitar que Jesus era Deus. E Jesus estava tornando isso mais claro especialmente aos seus discípulos. Muitos teólogos e líderes seguem o mesmo erro. Muitas heresias foram construídas ao longo da História como Arianismo, adocionismo, docetismo e entre outras. As heresias fizeram e fazem muita gente desviar do Caminho. Testemunha de Jeová e Mormonismo são seitas contemporâneos que surgem desta mesma raiz.
O Senhor Jesus viveu 30 anos em preparação e paciência. Então, em 3 anos (10% do seu tempo) desenvolveu Seu ministério. Ele investiu a maior parte de seu tempo com os discípulos em torno da Galileia, com algumas viagens para as Festas Bíblicas. Cerca de 18 dos 33 milagres registrados, foram realizados em torno das cidades do Mar da Galileia. Aproximadamente, 25 milagres ocorreram na província da Galileia. Todos os 12 discípulos tinham origem na região.
Penso não ser fácil para um líder se certificar que alguém, que você esteja investindo tempo e recursos, te provar que não está contigo. Muitas vezes, as pessoas seguem líderes não para lhes dar suporte, mas para pressioná-los. Lealdade é uma qualidade que vai sendo construída ao longo do tempo. Pode ser aperfeiçoada e aproveitada pelo líder e liderado. Quando chegamos a certa idade, a maturidade já nos permite escolher quem nós vamos apoiar e seguir. Líderes jovens precisam entender e valorizar os mais experientes.

De fato, o envelhecimento, em vez de ser visto de maneira negativa, como um desafio insolúvel, pode ser visto como uma oportunidade. O envelhecimento saudável e produtivo pode ser uma fonte de ganhos através do segundo bônus demográfico. Os idosos não devem ser vistos como custo para a sociedade, mas como capital humano capaz de melhorar a qualidade de vida geral.

A sociedade pode ganhar com o processo de envelhecimento e o fenômeno do segundo bônus demográfico, como diz Bloom:
Tudo depende da preparação e do poder de adaptação, tanto do ponto de vista individual como coletivo. Antecipar uma vida mais longa significa que as pessoas provavelmente pouparão mais para os anos em que não estarão trabalhando. Indica também a revisão de políticas de aposentadoria para desestimular a saída precoce do mercado de trabalho”.

Se o idoso acreditar no seu potencial e a sociedade criar mecanismos de inclusão produtiva da população grisalha, o problema da redução da força de trabalho seria resolvido e o equilíbrio atuarial da previdência poderia ser solucionado.

O primeiro bônus demográfico é um fenômeno temporário que teve data limite de vencimento. Ele durou enquanto o percentual da PEA cresceu em relação à população total e findou quando a população em idade ativa diminuiu. Mas o segundo bônus demográfico começa quando o processo de envelhecimento populacional atinge altas proporções, porém não tem prazo para terminar. Quanto maior for o envelhecimento maior poderá ser o segundo bônus demográfico.

David Bloom. Dá para para tirar vantagem do envelhecimento da população. Exame, SP, 03/07/2014
http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1068/noticias/o-valor-das-horas-de-voo

A Era Axial e a mensagem dos profetas.

A Era Axial e a mensagem dos profetas.

O crescimento do ministério profético durante os anos 800 a 200 Antes de Cristo é referido como transformação axial de Israel. Muitos historiadores e sociólogos compartilham dessa visão em outras sociedades na China, Índia, Grécia e Pérsia.
Historiadores chamam esse período, que se estendeu de cerca de 800 a 200 a.C, de “Era Axial”, termo cunhado pelo filósofo alemão Karl Jaspers, e que tem a ver com “eixo” – porque se revelou fundamental para a humanidade: era como se a mente do mundo passasse a “entrar nos eixos”, por algum motivo que não podemos explicar, ao mesmo tempo em todas as partes do mundo. Princípios forjados e compreensões adquiridas nessa era continuam a alimentar homens e mulheres até hoje.
https://geopolicraticus.files.wordpress.com/2010/08/axial-cultures-map.jpg?w=616
Sidarta Gautama iria se tornar um dos mais importantes e típicos luminares da Era Axial, junto com os grandes profetas hebraicos dos séculos VIII, VII, VI. Confúcio e Lao-tsé, que reformaram as tradições religiosas da China nos séculos VI e V. O sábio iraniano Zarathustra, do século VI. Sócrates e Platão exortaram os gregos a questionarem até mesmo as verdades que pareciam evidentes por si mesmas como as mitologias.
No século IV, Filipe II e Alexandre iniciaram uma campanha militar contra a Pérsia após o fim do profetismo em Israel. O período interbíblico coincide com a história dos macabeus. Os Macabeus foram os integrantes de um exército rebelde judeu que assumiu o controle de partes da Terra de Israel, até então um Estado-cliente do Império Selêucida, herdado pelos generais após a morte de Alexandre. Os macabeusfundaram a dinastia dos Hasmoneus, que governou de 164 a 37 a.C.
Comecemos pelo primeiro homem chamado de “profeta”. Surgiu o primeiro termo hebraico, navi. É Abraão, em Gênesis 20.7, no testemunho que o próprio Deus dá a Abimeleque: “restitui a mulher a seu marido, porque é profeta”. O primeiro homem visto como profeta nacional, navi também, é Moisés. Ele se torna, inclusive, o padrão para os demais profetas. Em Deuteronômio 18.15 se lê: “o Senhor teu Deus te suscitará um navi como eu, do meio de ti, de teus irmãos. A ele ouvirás”. Esta palavra é digna de nota porque é a única referência, na lei, à profecia como instituição. Este momento requer nossa atenção, porque Moisés nos é mostrado como o padrão profético.
O segundo termo hebraico para “profeta” é ish Elohim, homem de Deus. Era um reconhecimento que os outros faziam do profeta. O termo aparece 76 vezes no Antigo Testamento e quase na metade das vezes é aplicado a Eliseu.
O terceiro termo, na realidade, é expresso por duas palavras hebraicas: ro’eh e hozeh. Eles se intercambiam no uso e têm, ambas, o sentido de vidente. Ro’eh, o termo mais comum, deriva do verbo “ver”. Um dos seus usos está em Amós 7:12 onde Amazias chama a Amós de ro’eh: “Vai-te, ó vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o teu pão, e ali profetiza”.
A LXX traduz os três termos, navi, ro’eh, hozeh por prophetês, vendo-os numa direção apenas. É o termo que o Novo Testamento utiliza quase 150 vezes. O sentido é “falar por alguém”. Também são usados, comumente, mas menos vezes mais três termos hebraicos: sophi’im, significando atalaia (Jr 6.17; Ez 3.17; 33.2,6,7); shomer, significando atalaia, sentinela, guarda (Is 21.11,12; 62.2) e raah, significando pastor (Jr 23.4; Ez 34.2-10; Zc 11.5,16). Não têm, no entanto, a repetição e a singularidade dos termos anteriores.
O profeta Jeremias viu um oleiro fazendo um vaso e compreendeu a relação entre Iahweh e Israel (18.1-4). Ele viu uma vara de amendoeira florescendo (1.11-12) e fez um trocadilho: ele viu uma “amendoeira” (shaqed) que soa parecido com “vigilante” (shoqed).
O profeta vê o que os outros não vêm. Chamaríamos isso, hoje, de discernimento. O profeta é, quase sempre, uma voz contra a multidão, um solitário, um rejeitado. É um crítico do seu tempo e muitas vezes é rejeitado e incompreendido por causa disso. Jeremias é o modelo clássico do profeta solitário.
O profeta verdadeiramente profeta é um instrutor do povo de Deus dentro da Palavra de
Deus. Ele ensina os preceitos da aliança, e proclama, em nome de Deus, a maneira correta de proceder. Ele fala não apenas em nível individual, mas também em nível coletivo. Mostra os pecados de pessoas e de instituições.
Segundo, precisamos de integridade pessoal. Ser voz discordante, não ser cooptado pelo
sistema e ser uma voz denunciadora exigem um caráter sério. Não encontramos os profetas vivendo de maneira leviana. Nem buscando vantagens ou riquezas pessoais. É oportuno retornamos ao Didaquê, agora no capítulo 11, versículo 10: “Todo profeta que ensina a verdade, se não pratica o que ensina, é falso profeta”.
O profeta é um homem em posse de suas faculdades intelectivas, consciente de si. Não é
alguém possuído por uma entidade que o deixa fora de si, como se fosse um médium espírita. Ser tomado pelo Espírito de Deus não invalida a pessoalidade. “Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1Co 14.32).
Algumas ações fazem parte do ofício de profeta:
  1. Previsão _ Ação de prever efeitos decorrentes de atitudes de pessoas, cidades ou nações.
  2. Predição _ Ação de predizer ações de Deus ou atitudes de pessoas, cidades, grupos de povos ou nações.
  3. Presságio _ Ação de indicar sinal capaz de indicar  causas de um evento futuro.
  4. Projeção _ Ação de indicar possíveis efeitos de um evento futuro.
  5. Prestação _ Ação de fazer ou não fazer algo em nome de uma obrigação que se tem frente a outra pessoa, cidades ou nações.
  6. Provisão _ Ação de prover a Palavra, de abastecer com o necessário.
  7. Produção _ Ação de formação, elaboração, criação, geração, realização.
  8. Promoção _ Ação de mover pessoas, cidades, grupos de povos ou nações para cumprir sua missão.
Fonte: https://institutoparacleto.org/2018/02/05/a-era-axial-e-a-mensagem-dos-profetas/