Finalidade deste Blog

Olá, seja muito bem-vindo ao meu blog. Nele você encontrará textos de vários autores, inclusive o meu, é claro. Decidi fazer este blog para expressar meus pensamentos e minhas quimeras. Também estarei compartilhando mensagens bíblicas em texto e audio. Meu desejo é que você seja edificado. Então, deixe seu comentário e vejamos como nos edificaremos.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

É VERDADE, PODE ACREDITAR

Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas desse fato. Exaltado à direita de Deus, ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vocês agora vêem e ouvem.
 At 2.32-33

Chegamos em abril. Como o tempo anda corrido ultimamente!
Um dia você se reúne com familiares para o natal. No outro, viaja de férias e, quando menos espera, o mês de abril bate no calendário.

Em cada mês uma particularidade nos é apresentada. Em abril, o mês começa com uma brincadeira boba. É o abobado dia da mentira.

Li em um perfil do Instagram que um homem, para brincar com o 1o de abril, teve o trabalho de subir um tanto de pneus velhos para o topo de um vulcão desativado e colocou fogo nos pneus só para ver o desespero do povo e autoridades da cidade ao pé do vulcão, imaginando que ele estivesse retornando à atividade.

Impressionante a capacidade de inventar coisas para fazer uma “pegadinha”
(Eu imagino que você esteja sorrindo, como eu, ao ler essa história. Mas, o caso é para chorar.)

Mentira é coisa do inferno mesmo. Todos sabem disso e sofrem quando são vítimas da sua manifestação.

A tentativa de esconder a verdade é a pior manifestação da mentira. Supera mentiras ocasionais e que buscam apresentar uma inverdade.

Tentar esconder a verdade é maligno, pois sabe que a verdade revelada pode ser instrumento de libertação e alívio, ainda que o processo seja, por vezes, doloroso.

Tanto quanto a criatividade do homem dos pneus no vulcão, alguns homens maus convenceram os soldados que guardavam o corpo sepultado de Jesus, a divulgarem uma mentira a respeito do “sumiço” do corpo dEle (confira Mt 28.11-15).

Suborno, conchavo, promessas escusas, ambição, inveja e tantos outros pecados estão envolvidos com a mentira. “Um abismo chama outro abismo” (Sl 42.7).

Entretanto, a Verdade rompe com a mentira e ilumina o coração do ser humano com a ressurreição de Jesus como a luz do sol ilumina a face da terra. Nada escapa do poder de Jesus Cristo em revelar a Verdade, pois Ele mesmo é a máxima expressão dela (Jo 14.6).

Pode acreditar!
É verdade que Jesus ressuscitou!
É verdade que quem nEle crê, ao chamado do Espírito Santo, é salvo e não viverá mais sob o domínio da mentira.

Curioso isso!
Até no calendário a Verdade prevalece sobre a mentira.

Viva a Verdade viva!

segunda-feira, 18 de março de 2019

Vai entender...

Vai entender...

Aprendi na Bíblia que devemos respeitar nossos líderes... E fui contestado...
Falaram-me que eu estava sendo subserviente... Que devemos obedecer enquanto são fiéis à Bíblia e que somos seres pensantes para discordar de líderes... (O que está certo)
Embora esses que assim falavam, o faziam para mascarar sua oposição  carnal pelos líderes instituídos...

Hoje, os mesmos, obrigam-nos que nos submetamos as decisões superiores só pelo fato de serem os superiores que mandam e desmandam na instituição...
Mesmo que exista margem para discutir a decisão...
Subserviência...
Cadê o "enquanto são fiéis"?
Cadê o povo pensante?

No início das redes sociais, eu tirava foto da igreja, nos momentos de comunhão e edificação, fazia convites pelas redes, expressava opiniões, divulgava atividades...
Julgaram-me exibido, desviado do propósito, sem espiritualidade e etc...

Hoje, vejo GRANDES nomes dos arraiais eclesiásticos fazendo tudo isso e muito mais... E para Glória de quem? 

E eu, reprimido anteriormente, sou agora tachado de ultrapassado, antiquado e desatualizado... Ou, se busco resgatar o que já fiz, estou querendo me mostrar...
Como dizem: "tá serto!"

Ah... O mesmo aconteceu em áreas de pregação, aulas de Escola Dominical, atividades para jovens, adolescentes, atividades em pequenos grupos, oração, dons espirituais, governo de igreja, relação entre pares, atividades ministeriais e mais tantas outras coisas...

Vi líderes, professores, pastores, mestres e doutores... Ora apresentado isso ou aquilo como verdadeiro, ora combatendo o que antes defendida...

Também já mudei de opinião em função de melhor conhecimento e entendimento acerca de algumas matérias de fé... Claro, somos constantemente submetidos ao desenvolvimento em todas as áreas... 

Porém, que fique claro, o que estou apontando é outra coisa.... Sim, isso mesmo, estou apontando para a manipulação pseudo intelectual, bíblica e dogmática acerca de posicionamentos tão rígidos em função do contexto histórico, cultural, político (em sua pior concepção), para benefício próprio, seja de um grupo ou pessoal mesmo... Em completo detrimento da verdadeira Igreja!

Já vi ovelhas arrebentadas por aqueles que deveriam cuidar, ensinar e orientar...
Devo ter sido um desses também... Tenho espelho existencial para enxergar meus erros... Sobretudo, tenho vida com Deus para ser convencido pelo Espírito Santo e Sua Palavra acerca do pecado, da justiça e do juízo... Mesmo sendo pobre, cego, nú e carente da Glória de Deus... Ademais, quando a casca é dura, o Senhor envia um espinho na carne ou uma "jumenta de Balaão" para deixar claro quem é que manda em minha vida... (Ele, claro), pois a ferida do espinho é curada, e o animal continua sem discernimento sem o toque de Deus...

O que causa náusea, é perceber que alguns desses o fazem em completa consciência e disposição usurpadora para benefício próprio...

E aí? Será só mais um desabafo?
Alguém pode perguntar...

E se for? O espaço é legítimo... Pode até ser inadequado, inapropriado, dependendo do ponto de vista... Mas, na ausência desses, vai este mesmo....

Mas, de qualquer maneira, graças a Deus pelo Seu Poder e Glória... Pela Salvação em Cristo Jesus! Pelo Espírito Santo como selo e penhor da nossa herança! 
Nas mãos dEle eu quero estar sempre...




sexta-feira, 8 de março de 2019

No Reino de Deus … seja leal e não desaponte seu líder.

No Reino de Deus … seja leal e não desaponte seu líder.


João 14:8,9 Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
mico#14
Durante a ocasião da Páscoa, Filipe foi abordado por alguns gregos que desejavam ter um encontro particular com Jesus. Ele os conduziu a Jesus. Em um dos eventos de multiplicação de alimentos, Filipe argumentou que 200 denários não seriam suficientes para alimentar a multidão.

Pouco depois da Ceia, Jesus estava falando claramente sobre sua morte. Filipe estava diante do Emanuel, o Deus conosco, mas ainda não compreendia isso. Talvez, naquela interrupção, Filipe esperasse algum tipo de ‘teofania’ como a registrada em Êxodo 33.18.

O mico de Filipe foi não perceber e aceitar que Jesus era Deus. E Jesus estava tornando isso mais claro especialmente aos seus discípulos. Muitos teólogos e líderes seguem o mesmo erro. Muitas heresias foram construídas ao longo da História como Arianismo, adocionismo, docetismo e entre outras. As heresias fizeram e fazem muita gente desviar do Caminho. Testemunha de Jeová e Mormonismo são seitas contemporâneos que surgem desta mesma raiz.
O Senhor Jesus viveu 30 anos em preparação e paciência. Então, em 3 anos (10% do seu tempo) desenvolveu Seu ministério. Ele investiu a maior parte de seu tempo com os discípulos em torno da Galileia, com algumas viagens para as Festas Bíblicas. Cerca de 18 dos 33 milagres registrados, foram realizados em torno das cidades do Mar da Galileia. Aproximadamente, 25 milagres ocorreram na província da Galileia. Todos os 12 discípulos tinham origem na região.
Penso não ser fácil para um líder se certificar que alguém, que você esteja investindo tempo e recursos, te provar que não está contigo. Muitas vezes, as pessoas seguem líderes não para lhes dar suporte, mas para pressioná-los. Lealdade é uma qualidade que vai sendo construída ao longo do tempo. Pode ser aperfeiçoada e aproveitada pelo líder e liderado. Quando chegamos a certa idade, a maturidade já nos permite escolher quem nós vamos apoiar e seguir. Líderes jovens precisam entender e valorizar os mais experientes.

De fato, o envelhecimento, em vez de ser visto de maneira negativa, como um desafio insolúvel, pode ser visto como uma oportunidade. O envelhecimento saudável e produtivo pode ser uma fonte de ganhos através do segundo bônus demográfico. Os idosos não devem ser vistos como custo para a sociedade, mas como capital humano capaz de melhorar a qualidade de vida geral.

A sociedade pode ganhar com o processo de envelhecimento e o fenômeno do segundo bônus demográfico, como diz Bloom:
Tudo depende da preparação e do poder de adaptação, tanto do ponto de vista individual como coletivo. Antecipar uma vida mais longa significa que as pessoas provavelmente pouparão mais para os anos em que não estarão trabalhando. Indica também a revisão de políticas de aposentadoria para desestimular a saída precoce do mercado de trabalho”.

Se o idoso acreditar no seu potencial e a sociedade criar mecanismos de inclusão produtiva da população grisalha, o problema da redução da força de trabalho seria resolvido e o equilíbrio atuarial da previdência poderia ser solucionado.

O primeiro bônus demográfico é um fenômeno temporário que teve data limite de vencimento. Ele durou enquanto o percentual da PEA cresceu em relação à população total e findou quando a população em idade ativa diminuiu. Mas o segundo bônus demográfico começa quando o processo de envelhecimento populacional atinge altas proporções, porém não tem prazo para terminar. Quanto maior for o envelhecimento maior poderá ser o segundo bônus demográfico.

David Bloom. Dá para para tirar vantagem do envelhecimento da população. Exame, SP, 03/07/2014
http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1068/noticias/o-valor-das-horas-de-voo

A Era Axial e a mensagem dos profetas.

A Era Axial e a mensagem dos profetas.

O crescimento do ministério profético durante os anos 800 a 200 Antes de Cristo é referido como transformação axial de Israel. Muitos historiadores e sociólogos compartilham dessa visão em outras sociedades na China, Índia, Grécia e Pérsia.
Historiadores chamam esse período, que se estendeu de cerca de 800 a 200 a.C, de “Era Axial”, termo cunhado pelo filósofo alemão Karl Jaspers, e que tem a ver com “eixo” – porque se revelou fundamental para a humanidade: era como se a mente do mundo passasse a “entrar nos eixos”, por algum motivo que não podemos explicar, ao mesmo tempo em todas as partes do mundo. Princípios forjados e compreensões adquiridas nessa era continuam a alimentar homens e mulheres até hoje.
https://geopolicraticus.files.wordpress.com/2010/08/axial-cultures-map.jpg?w=616
Sidarta Gautama iria se tornar um dos mais importantes e típicos luminares da Era Axial, junto com os grandes profetas hebraicos dos séculos VIII, VII, VI. Confúcio e Lao-tsé, que reformaram as tradições religiosas da China nos séculos VI e V. O sábio iraniano Zarathustra, do século VI. Sócrates e Platão exortaram os gregos a questionarem até mesmo as verdades que pareciam evidentes por si mesmas como as mitologias.
No século IV, Filipe II e Alexandre iniciaram uma campanha militar contra a Pérsia após o fim do profetismo em Israel. O período interbíblico coincide com a história dos macabeus. Os Macabeus foram os integrantes de um exército rebelde judeu que assumiu o controle de partes da Terra de Israel, até então um Estado-cliente do Império Selêucida, herdado pelos generais após a morte de Alexandre. Os macabeusfundaram a dinastia dos Hasmoneus, que governou de 164 a 37 a.C.
Comecemos pelo primeiro homem chamado de “profeta”. Surgiu o primeiro termo hebraico, navi. É Abraão, em Gênesis 20.7, no testemunho que o próprio Deus dá a Abimeleque: “restitui a mulher a seu marido, porque é profeta”. O primeiro homem visto como profeta nacional, navi também, é Moisés. Ele se torna, inclusive, o padrão para os demais profetas. Em Deuteronômio 18.15 se lê: “o Senhor teu Deus te suscitará um navi como eu, do meio de ti, de teus irmãos. A ele ouvirás”. Esta palavra é digna de nota porque é a única referência, na lei, à profecia como instituição. Este momento requer nossa atenção, porque Moisés nos é mostrado como o padrão profético.
O segundo termo hebraico para “profeta” é ish Elohim, homem de Deus. Era um reconhecimento que os outros faziam do profeta. O termo aparece 76 vezes no Antigo Testamento e quase na metade das vezes é aplicado a Eliseu.
O terceiro termo, na realidade, é expresso por duas palavras hebraicas: ro’eh e hozeh. Eles se intercambiam no uso e têm, ambas, o sentido de vidente. Ro’eh, o termo mais comum, deriva do verbo “ver”. Um dos seus usos está em Amós 7:12 onde Amazias chama a Amós de ro’eh: “Vai-te, ó vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o teu pão, e ali profetiza”.
A LXX traduz os três termos, navi, ro’eh, hozeh por prophetês, vendo-os numa direção apenas. É o termo que o Novo Testamento utiliza quase 150 vezes. O sentido é “falar por alguém”. Também são usados, comumente, mas menos vezes mais três termos hebraicos: sophi’im, significando atalaia (Jr 6.17; Ez 3.17; 33.2,6,7); shomer, significando atalaia, sentinela, guarda (Is 21.11,12; 62.2) e raah, significando pastor (Jr 23.4; Ez 34.2-10; Zc 11.5,16). Não têm, no entanto, a repetição e a singularidade dos termos anteriores.
O profeta Jeremias viu um oleiro fazendo um vaso e compreendeu a relação entre Iahweh e Israel (18.1-4). Ele viu uma vara de amendoeira florescendo (1.11-12) e fez um trocadilho: ele viu uma “amendoeira” (shaqed) que soa parecido com “vigilante” (shoqed).
O profeta vê o que os outros não vêm. Chamaríamos isso, hoje, de discernimento. O profeta é, quase sempre, uma voz contra a multidão, um solitário, um rejeitado. É um crítico do seu tempo e muitas vezes é rejeitado e incompreendido por causa disso. Jeremias é o modelo clássico do profeta solitário.
O profeta verdadeiramente profeta é um instrutor do povo de Deus dentro da Palavra de
Deus. Ele ensina os preceitos da aliança, e proclama, em nome de Deus, a maneira correta de proceder. Ele fala não apenas em nível individual, mas também em nível coletivo. Mostra os pecados de pessoas e de instituições.
Segundo, precisamos de integridade pessoal. Ser voz discordante, não ser cooptado pelo
sistema e ser uma voz denunciadora exigem um caráter sério. Não encontramos os profetas vivendo de maneira leviana. Nem buscando vantagens ou riquezas pessoais. É oportuno retornamos ao Didaquê, agora no capítulo 11, versículo 10: “Todo profeta que ensina a verdade, se não pratica o que ensina, é falso profeta”.
O profeta é um homem em posse de suas faculdades intelectivas, consciente de si. Não é
alguém possuído por uma entidade que o deixa fora de si, como se fosse um médium espírita. Ser tomado pelo Espírito de Deus não invalida a pessoalidade. “Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1Co 14.32).
Algumas ações fazem parte do ofício de profeta:
  1. Previsão _ Ação de prever efeitos decorrentes de atitudes de pessoas, cidades ou nações.
  2. Predição _ Ação de predizer ações de Deus ou atitudes de pessoas, cidades, grupos de povos ou nações.
  3. Presságio _ Ação de indicar sinal capaz de indicar  causas de um evento futuro.
  4. Projeção _ Ação de indicar possíveis efeitos de um evento futuro.
  5. Prestação _ Ação de fazer ou não fazer algo em nome de uma obrigação que se tem frente a outra pessoa, cidades ou nações.
  6. Provisão _ Ação de prover a Palavra, de abastecer com o necessário.
  7. Produção _ Ação de formação, elaboração, criação, geração, realização.
  8. Promoção _ Ação de mover pessoas, cidades, grupos de povos ou nações para cumprir sua missão.
Fonte: https://institutoparacleto.org/2018/02/05/a-era-axial-e-a-mensagem-dos-profetas/

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Vivendo como Filho de Deus

"Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus"  Jo 1.11-12

No Evangelho de João, Jesus é apresentado como o Verbo de Deus que existiu desde a eternidade com Deus e que se fez um ser humano, mostrando assim o amor e a verdade de Deus. 

O autor diz que o propósito deste Evangelho é fazer com que os leitores creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e que, por meio dessa fé, tenham vida (20.31)

Na primeira parte do Evangelho, o autor trata principalmente dos milagres que Jesus fez (caps. 1—11). Esses milagres são sinais, isto é, eles mostram quem é Jesus e qual a razão por que Ele veio ao mundo. O maior desses milagres é a ressurreição de Lázaro, pela qual Jesus mostra que ele é a ressurreição e a vida (cap. 11). Outros milagres demonstram que Jesus é o pão da vida (6. 22- 71), é a luz do mundo (8. 12- 20) e é aquele que dá vida às pessoas (11. 25- 26). Os milagres provam também que Ele recebeu autoridade de Deus para julgar todos os seres humanos (5.19- 30).

A segunda parte deste Evangelho (caps. 12—21) fala da ligação que existe entre Jesus e os seus seguidores. Fala também dos ensinamentos que Ele lhes deu e da promessa de que, depois que Ele fosse embora, viria o Espírito Santo para ensinar-lhes toda a verdade a respeito de Jesus. 

E o Evangelho termina contando o julgamento, a morte, a ressurreição e as aparições de Jesus.

Dado o seu propósito principal, duplo, qual seja: apresentar Jesus como Deus e Senhor de tal maneira que os leitores creiam para que tenham vida em Seu nome…

Aconteceu algo curioso e que acontece muito do mesmo hoje em dia, a saber, o mesmo que está no v.11: 
“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”.

Recentemente assisti o video que viralizou anos atrás do professor da UNICAMP, Leandro Karnal.

Nele, o professor dizia que é possível que estejamos vivendo em um momento mais religioso da história, haja vista a variedade de manifestações religiosas atuais. Congressos, associações e etc.

Segundo ele, parte disso é por causa do que ele chamou de “homem líquido”, o ser humano que dá muito pouca importância a algo que não lhe favoreça. 

Talvez ele estivesse seguindo o discurso de Zygmunt Bauman em que formulou o conceito de "relações líquidas" nos seus livros como Amor Líquido, onde as relações amorosas deixam de ter aspecto de união e passam a ser mero acúmulo de experiências e interesses particulares.
Uma espécie de utilitarismo relacional...

Vale, então, nesse conceito, o que se experimenta ou o que é útil para, pelo menos, um dos envolvidos...

E quanto maior o número de experiências melhor. 

Dessa forma, o homem vai se diluindo nessa variedade de experiências onde ele deixa de ter um absoluto em que se firmar.

Ainda segundo o professor, ele disse que o maior desafio religioso é cristianizar os cristãos. 

“Como enfrentar um ambiente que é formalmente religioso e que na prática é completamente egoísta e alheio a quaisquer desafios religiosos possíveis?” 

Daí, ele arremata:

 “Como falar de Deus para quem tem Deus no carro, na casa e na camiseta, mas só não tem no coração e na atitude!” 

Talvez o que se pode dizer disso, é:

Como apresentar Jesus para aqueles que são dEle em toda a sua religiosidade subjetiva e íntima, mas que na prática o rejeitam?

Sim, há muita rejeição de Jesus entre nós, cristãos.

Rejeita-se Jesus quando recebe um mandamento de:
> perdoar e não perdoa;
> entregar o dizimo e acaba retendo o que é do Senhor;
> de se abster de certos comportamentos, mas prefere relativizar a moral do que obedecer a Deus;
> pessoas que estão mimadas, que nunca podem ser contrariadas com nada que desperta logo uma indignação sem tamanho nas vidas delas que as fazem protestar, blasfemar, brigar e etc.

Enfim, são tantas as maneiras que demonstram que uma pessoa que se diz cristã pode estar, na verdade, rejeitando o Senhor…

Porém, se de um lado temos os que rejeitam Jesus, do outro temos o que se diz no v. 12
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” Jo 1.12
Ao que parece há uma diferença entre filho e filho. Discípulo e discípulo.

Existem os discípulos que ouviram Jesus, seguiram seu caminho até certo ponto e depois o abandonaram (Jo 6.66)

Existem filhos que respondem diferentemente ao mesmo estimulo e ensinamento.

Existe Absalão e Salomão (Davi)

Esaú e Jacó (Isaque)

Filho pródigo e filho mais velho (parábola)

Enfim…
Os verdadeiros filhos de Deus...
Tocados e selados pelo Espírito Santo, que tem vida autenticada e legitimada pelo Senhor que começou a boa obra em seu coração e completará pelo Seu Poder e Autoridade.

São homens e mulheres que receberam Jesus em seu coração e prática de vida

São pessoas que perceberam que diante de si estava o Senhor dos senhores

Que seu discurso era cheio de autoridade e graça, ao contrário dos escribas e fariseus

Que seu toque é toque de poder que sara, cura, transforma e capacita a vencer o inimigo

Enfim, receberam Jesus como Senhor de suas vidas e viveram conforme seus ensinamentos.

Diante disso, quero compartilhar o seguinte tema:

Vivendo como filho de Deus

Como é a vida daquele que recebe Jesus em seu coração e vida prática?


1. É uma vida consciente da sua condição pecadora

“mas, no meio de vós, está quem vós não conheceis, o qual vem após mim, do qual não sou digno de desatar- lhe as correias das sandálias” 
(Jo 1:26-27 RA)

“No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” 
(Jo 1:29 RA)

2. É uma vida consciente da graça de Deus

Consciência da graça de Deus é viver uma vida sabedora dos conflitos existentes em cada um de nós. 

Entre o bem que quero fazer e não o faço, e o mal que não quero fazer, mas esse eu faço.

Daí, nessa dinâmica conflituosa, o discípulo de Jesus, o filho de Deus, vive a experiência de não ser tratado segundo o pecado que ainda o pega nas curvas da vida. 

Vive dando graças a Deus por Jesus Cristo, pois por meio dele não é mais escravo do pecado, mas da lei de Deus e essa lei de Deus é vivida em Cristo, na força de Cristo, na justiça de Cristo, nos méritos de Cristo…

Consciente que pela graça somos salvos, e também os que recebem de Cristo, pelo Espírito Santo, o toque de salvação…

Graça que nos leva a viver uma vida sem legalismo, falsos moralismos, a perceber que o Senhor ministra em nós conforme a soberana vontade dEle…

Somos, ao final de tudo, como escreve Brenan Manning., maltrapilhos...

Totalmente dependentes de Deus...

E essa graça está sendo oferecida a nós... 
No amor provado na cruz...
Na misericórdia renovada a cada manhã...


3. É uma vida de obediência à Palavra

A obediência à Palavra de Deus evita que transformemos a graça de Deus em graxa de religião. 

A obediência à Palavra nos dá o discernimento de que:

“pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã…” 1Co 15:10 RA
A obediência à Palavra evita que nos tornemos cristãos carnais, cedidos aos desejos da nossa carne, rendidos à vontade ainda inclinada ao pecado…

A obediência à Palavra considera a vida permeada pela graça e misericórdia de Deus, envolvida pelo Amor Eterno do Senhor, mergulhada no zelo a cuidado do Eterno…

A obediência à Palavra evita o afastamento do sistema ético-moral do Reino, nos coloca no caminho das boas obras que devem ser praticadas, na solidariedade, na honestidade, peso justo, medida justa...

A obediência à Palavra nos leva a viver os valores e princípios do Reino de Deus, paz, amor, bondade, respeito ao próximo, trabalho árduo, vivermos como irmãos e em comunhão, suportarmos uns aos outros em amor e graça…

Enfim, nos faz perceber que a Lei de Deus é boa, perfeita e justa. E que se um dia repugnamos a Lei, hoje, pelo Espírito, amamos os mandamentos do Senhor…

Se um dia estávamos impedidos de cumprir a Lei, hoje somos capacitados pelo Espírito Santo a nos deleitarmos como o salmista no Salmo 19

A lei do Senhor é perfeita
e restaura a alma;
o testemunho do Senhor é fiel
e dá sabedoria aos símplices.
Os preceitos do Senhor são retos
e alegram o coração;
o mandamento do Senhor é puro
e ilumina os olhos
(Salmo 19:7-8 RA)

O filho de Deus ama essa Palavra
Às vezes desce doce como o mel
Às vezes, amargo como o fel
Mas, em todos os casos ela é remédio para nossa alma, luz para o nosso caminho e água para nossa sede de Deus ...

4. É uma vida cumpridora da missão

O filho de Deus sabe que existe uma missão a ser cumprida…

Ele ouviu o que Jesus disse depois de ter soprado sobre eles o Espírito Santo…

Ele leu sobre a oração sacerdotal de Jesus ao orar ao Pai dizendo que assim como por Ele foi enviado ao mundo, Ele, Jesus, estava enviando seus discípulos…

O filhos de Deus tem a mesma consciência do Apóstolo Paulo:
“Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de despenseiro que me está confiada” 1Co 9:16-17 RA

Há uma missão a ser cumprida pelos filhos de Deus!

Proclamar o Evangelho

Anunciar a Salvação

Compartilhar a fé

Expressar o amor de Deus…

Somos tentados a pensar que o mundo precisa só de educação…
Boas políticas…
Obras de Caridade…

Tudo isso é legítimo e pode contribuir para uma sociedade mais justa e boa...

Mas, o mundo precisa é de Deus!

O mundo precisa do Evangelho!

Essa é a missão que Deus nos deu… 

Mostrar ao mundo que Deus tem uma vida diferente para seus filhos…


Conclusão 

Talvez o professor Leandro Karnal esteja certo… Os cristãos precisam ser cristianizados…

Talvez estejamos vivendo uma liquidez da nossa fé…

Talvez nosso viver cristão esteja diluído em nosso egoísmo, preocupações, bem estar...

Todavia, há quem recebe o Senhor Jesus com o coração aberto…

Há quem o reconhece como seu Senhor e Salvador…

Há quem percebe sua natureza caída, necessidade de nova vida, novo nascimento, regeneração do Espírito Santo…

Há quem foi envolvido pelo Espírito Santo e nasceu de novo…

Há quem recebeu a graça de Deus, vive pela graça, transmite graça e reconhece a graça de Deus em outros filhos do Eterno…

Há quem obedece à Palavra de Deus, cumpre seus mandamentos, faz a Sua vontade, tem prazer nessa Lei que restaura a alma, alegra o coração e ilumina os olhos…

Há quem vive a missão, cumpre a grande comissão de Jesus, vive para transmitir o Evangelho, é um verdadeiro cooperador de Deus, uma trabalhador da seara, um súdito do Reino…

Jesus está aqui hoje, e a exemplo do que está escrito no evangelho de João… que diz:

O que Ele verá aqui nesta igreja?

Filhos que o recebem?

Ou homens e mulheres que o rejeitam?

Discípulos que o abandonam?


Ou discípulos que reconhecem que somente Ele tem as Palavra de Vida Eterna e creem que Ele é o Cristo, o Filho do Deus Vivo…

Forte abraço,
em Cristo,
Marcelo Morais.