segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Desde a juventude...

O salmista declarou:

"Desde a minha juventude, ó Deus, tens me ensinado..."
Salmo 71.17

Quão importante é o testemunho de um jovem que cresce na presença de Deus!

As vezes, valorizamos o ex-isso ou ex-aquilo...

Mas, o que dizer de um jovem que nasceu e cresce na presença de Deus?

Será que o poder de Deus que opera em sua vida é menor daquele que é operado na vida de um ex-qualquer?

Eu sei, o testemunho de restauração tem o seu valor!

Entretanto, é preciso ressaltar que o testemunho de filhos e filhas que recebem diariamente o ensino de Deus e livramento das obras das trevas é igualmente valorizado entre nós.

Por isso, louvamos a Deus pelos nossos jovens que vivem na Casa do Senhor, que O adoram e louvam o Seu Santo Nome. Que recebem do Espírito Santo o selo da salvação, a unção de capacitação, dons e talentos espirituais e vivem na fidelidade do Senhor.

Sim, o testemunho desses jovens é poderoso para nós. 

Deus seja louvado pela vida de cada um.

Grande abraço para todos que amamos muito. 
Marcelo Morais.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A grande pequena fé de Pedro

Boa tarde, segue mais uma devocional. Essa foi ministrada no domingo passado.
Grande abraço.
Marcelo

A grande pequena fé de Pedro.

“E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste?” 
(Mateus 14:31)

Geralmente nossa fé é provada por dois instrumentos: circunstâncias e cansaço.

No texto de Mt 14.22-33 temos o episódio de Jesus andando sobre as águas. Antes, a tempestade estava aterrorizando os discípulos. O vento contrário é quase equivalente às circunstâncias contrárias que enfrentamos no dia a dia.

Além disso, eles estavam na quarta vigília da noite. Período que corresponde o tempo das 3h a 6h da manhã. Mesmo para os mais insones, ficar sem dormir nesse período é o que mais abala o organismo. O cansaço é enorme no dia seguinte e dura por todo o dia.

Pois assim é a provação da nossa fé. Circunstâncias contrárias e cansaço dos enfrentamentos.

Entretanto, Jesus, o Socorro Bem Presente, ao se aproximar, lança uma palavra de alento: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais” (v.27)

Os discípulos aterrorizados, pensando que se tratava de um fantasma, tem o discernimento obliquado pela medo. Todos, exceto Pedro.

Pedro, em clara manifestação de fé, diz: “Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas” (v.28)

A grande pequena fé de Pedro estava fundamentada na pessoa certa, Jesus. O Senhorio de Jesus era a mola propulsora da fé do apóstolo Pedro. Isso o levou a saltar do barco na água do mar! Que grande fé!

Mas, quando reparou nas circunstâncias, cansado na madrugada, Pedro veio a naufragar na fé. 

Foi o suficiente para Jesus observar: “Homem de pequena fé” 

Pequena fé? O homem pulou no mar aberto, andou sobre as águas por um tempo. Como assim, Jesus?

A grande fé de Pedro foi de pequena duração. Foi grande em sua expressão e pequena em sua extensão.

Dessa lição, o que podemos extrair para termos uma grande fé e mais duradoura?

1. Clamar, gritar, orar, suplicar. Enfim, mesmo com as circunstâncias contrárias e até com gemidos inexprimíveis, busquemos ao Senhor, clamemos ao Eterno, gritemos a Jesus Cristo, oremos ao Pai.

Nossa fé, por menor que seja, pois basta ser do tamanho de uma grão de mostarda, quando manifesta em clamor, oração, súplica ao Todo Poderoso, ganha a força e dimensão do Eterno, pois deixa de ser fruto de nosso trabalho e passa a ser esperança da intervenção Soberana de Deus;

2. Motivação certa. Interessante Pedro expressar sua fé para receber capacitação para enfrentar a tempestade e ir ao encontro de Jesus. 

Penso que alguns, quem sabe até mesmo eu, iríamos pedir ao Senhor diferente: “Senhor, acabe logo com esse flagelo e venha até mim!” 

Pedro teve outra motivação, fruto de uma grande fé. Ele, com fé em Jesus, quis enfrentar a tormenta e se aproximar de Jesus. A dificuldade não o fez desistir da comunhão com Deus e nem fugir dos problemas.

3. Consciência da transitoriedade da vida. “Subindo ambos para o barco, cessou o vento.” (v.32)

Assim como o homem é erva, que murcha, seca e o vento leva, tudo nessa vida passa.

O vento cessou. A tormenta acabou. A tempestade passou. Tudo passa!

Quando estivermos em meio as circunstâncias contrárias e cansados pelos desafios enfrentados, lembremo-nos: “Tudo passa!” 

A crise econômica passa. O sofrimento passa. A dor passa. A tristeza passa. Tudo passa!

Quem melhor expressou isso foi o apóstolo Paulo:
“Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”
(Romanos 8:18)

Tudo passará em tempo de viver no aqui e agora ou, certamente, em tempo de viver na glória o descanso e alívio da tormenta.

4. O propósito supremo, adorar a Deus e reconhecer ser Jesus Cristo o Filho de Deus.
“E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!” (v.33)

Sim, o fim último do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.

Então, mesmo em meio as circunstâncias contrárias e cansados, lembremo-nos disso: vamos adorar a Deus e glorificar Seu Filho, Jesus, o Cristo.

Façamos isso e teremos uma grande fé, mesmo que pequena, mas suficiente para vivermos o propósito de Deus em nossas vidas.

Deus nos abençoe,
em Cristo.
Marcelo Morais.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

"Tudo depende da sorte e da ocasião"



“Eu descobri mais outra coisa neste mundo: nem sempre são os corredores mais velozes que ganham as corridas; nem sempre são os soldados mais valentes que ganham as batalhas. Notei ainda que as pessoas mais sábias nem sempre têm o que comer e que as mais inteligentes nem sempre ficam ricas. Notei também que as pessoas mais capazes nem sempre alcançam altas posições. Tudo depende da sorte e da ocasião.”
(Eclesiastes 9:11)

É interessante o pensamento dominante de que tudo nessa vida deve ser conquistado, deve ter mérito, deve ser feito a nossa parte e etc.

Meritocracia é o pensamento, ou sistema, de realizações e capacidades alcançadas pelo indivíduo em um desenvolvimento linear, ascendente e que busca sempre a proeminência. Afinal, tudo deverá ter o seu merecimento.

Todavia, o sábio Salomão escreveu o texto de Eclesiastes, inspirado pelo Espírito Santo, demonstrando uma curiosa faceta da vida. “Tudo depende da sorte e da ocasião”, disse ele.

Para entendermos melhor o que ele estava querendo comunicar, devemos ler alguns versículos a mais.

“Pois ninguém sabe quando a hora da desgraça vai chegar. Como aves que caem, de repente, na armadilha ou como peixes apanhados na rede, nós também podemos cair na desgraça quando menos esperamos.”
(Eclesiastes 9:12)

É aqui que reside o princípio do que Salomão estava querendo comunicar. O sábio percebeu em sua experiência que a humildade vale mais que a meritocracia, haja vista que nem sempre é o melhor que leva a melhor. E isso fica evidente quando observamos poderosos cairem, fortes serem derrotados, espertos serem ultrapassados, conhecedores serem superados. A chave está na dependência de Deus e na humildade para reconhecer isso.

“Não importa quão árduo seja o seu trabalho, ou por quanto tempo está nele (pensando que o seu caminho é o melhor), se você está trabalhando contra os princípios de Deus, você está trabalhando em vão.” (Jeff Tunnell)

Há um princípio a ser observado. Quando entendemos isso, sentimos a graça de Deus agir em nossas vidas. Continuamos no trabalho sério, em busca de conhecimento e sabedoria, força para enfrentarmos os desafios da vida e etc. Porém, como Salomão, chegamos à seguinte conclusão:

“De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados.”
(Eclesiastes 12:13)

Que o Senhor, que faz forte o fraco, sábio o inculto e rico o humilde, ilumine nossos corações e mentes para o cumprimento da Sua Soberana vontade.

Em Cristo,
Marcelo Morais.




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Sem desanimar!

2 Coríntios 4:16-18

16 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. 
17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, 
18 não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

Desde que a humanidade, em Adão, se afastou de Deus, o sofrimento passou a fazer parte do currículo da sua existência.

Mais dia ou menos dia nos veremos em angústia, aflição e sofrimento. Em maior ou menor grau. Com maior ou menor duração. Com ou sem justificativa.

O fato é que durante nossa caminhada, enfrentaremos em algum momento a aflição resultante de um sofrimento.

Mas, como lidar com isso?

Como enfrentar a aflição sem desanimar?

O Espírito Santo inspirou o apóstolo Paulo para nos mostrar o caminho de como enfrentar as aflições com bom ânimo.

Mesmo em uma cidade, cuja pluralidade cultural e um sistema ético-moral corrompido pressionava os cristãos a se desviarem dos desígnios de Deus e se desanimarem diante de tal perseguição, o Senhor revelou que é possível enfrentar as aflições do mundo sem desanimar.

Como, então, manteremos o bom ânimo diante das aflições:

1. Investindo em nossa espiritualidade v.16

O homem externo se abate, sofre enfermidades, fica deprimido, cansado e etc.

Porém, o homem interior se renova quando investimos na Palavra de Deus, na comunhão com o Senhor da Igreja e com a Igreja do Senhor. Oração, louvor e adoração têm a capacidade de renovar nosso ser e apresentar essa renovação em ânimo diante das aflições enfrentadas.

É, como o apóstolo indica em outro lugar, se despir do velho homem que se desfaz em desânimo e se revestir do novo homem que se renova para o pleno conhecimento do Senhor, segundo a imagem dAquele que venceu o mundo e disse: "tenham bom ânimo"

2. Reconhecendo o poder transformador da Glória de Deus v.17

A tribulação tem o poder de nos angustiar apresentando que o sofrimento pode ser o estado normal do ser humano, a palavra final da existência.

Ela, a tribulação, é sempre fatalista.

Entretanto, o Espírito Santo mostra neste texto que o Senhor que transformou água em vinho, lama em remédio, palavra em cura, tem o poder de transformar a tribulação em glória. Aleluia!

Ele, o Eterno Deus, é que sempre tem a Palavra Final, e ao seu tempo tudo dirá: "Glória!"

Ele transforma o choro em alegria. A estéril em mãe de filhos. O enfermo em saudável. O pouco em muito. O pior no melhor.

Porque todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

3. Andando pelo fé v.18

O cristão vive pela fé. 

As coisas que estão invisíveis aos olhos naturais. Escondidas além do que a aflição pode alcançar, somente terão acesso pela fé, pois são envolvidas de eternidade. 

Algumas com aplicação em nossa caminhada terrena, outras na glória celestial, porém todas acessadas pela fé no Eterno Deus, o Todo Poderoso.

O que você vê no aqui e agora é temporal, passageiro, é como nuvem que se dispersa, fumaça que o vento leva, corredeira da chuva fora de tempo. Tudo passa.

O sofrimento passará. A aflição sumirá. A angústia acabará.

Alegre-se no Eterno. Exulte no Deus de sua salvação. Anime-se no Vencedor. Fortaleça-se no Todo Poderoso. Mergulhe nas Águas do Espírito Santo. Renove-se nas promessas de SENHOR.

Creia! É possível enfrentar as aflições sem desanimar.

Em Cristo Jesus,
O que nos enche de bom ânimo,
Marcelo Morais.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Compartilhando a Verdade da Graça com Amor

Meu amigo Michael Horton frequentemente comenta sobre o fenômeno da “fase da jaula do calvinismo”, esse estranho mal que parece afligir tantas pessoas que descobriram recentemente a verdade das doutrinas da graça da Reforma. Todos nós já conhecemos pelo menos um “calvinista na fase da jaula”. Muitos de nós já fomos um deles quando fomos convencidos da soberania de Deus na salvação.

Os calvinistas na fase da jaula são identificáveis pela sua insistência em transformar qualquer discussão em um debate pela expiação limitada ou por fazer de sua missão pessoal garantir que todos que eles conhecem ouçam — muitas vezes bastante alto — as verdades da eleição divina. Ora, ter um zelo pela verdade é sempre louvável. Mas um zelo pela verdade que se manifesta através da antipatia não convencerá ninguém da verdade bíblica da teologia reformada. Como muitos de nós podemos atestar por experiência pessoal, isso pode, na verdade, afastá-los mais.
Roger Nicole, o tardio teólogo suíço reformado e colega meu por várias décadas, certa vez observou que todos os seres humanos são por natureza semipelagianos, acreditando que eles não nasceram como escravos do pecado. Nos Estados Unidos, particularmente, temos sido doutrinados a um entendimento humanista da antropologia, especialmente quanto ao nosso entendimento da liberdade humana. Afinal, esta é a terra do homem livre. Nós não queremos crer que somos sobrecarregados por inclinações negativas e absoluta inimizade contra Deus, como a Bíblia nos ensina (Rm 3.9-20). Pensamos que verdadeira liberdade significa ter a habilidade de vir à fé sem o poder dominador da graça salvífica. Quando percebemos que isso não é verdade, que a Escritura descreve um quadro sombrio da condição humana à parte da graça, que ela diz que é impossível que escolhamos corretamente, queremos nos certificar de que todo mundo saiba disso também. Às vezes, ficamos até com raiva por ninguém nos ter contado a real extensão da nossa depravação e da majestade da graça soberana de Deus antes.
Isso dá origem aos calvinistas em fase de jaula, esses “recém-formados” crentes reformados que são tão agressivos e impacientes que deveriam ser trancados em uma jaula por um tempo para que possam esfriar e amadurecer um pouco na fé. Às vezes, alguém que se convence das doutrinas bíblicas da graça se vê em conflito com amigos e família por causa de sua descoberta da teologia reformada. Mais de uma vez fui perguntado como se deve lidar com a hostilidade de entes queridos com respeito à teologia reformada. Se as convicções reformadas estão causando problemas, deve-se simplesmente abandonar o assunto de uma vez? Somos nós responsáveis por convencer os outros da verdade das doutrinas da graça?
A resposta é tanto sim quanto não. Primeiro consideremos o “não”. A Escritura diz que “nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1Co 3.7). Paulo está falando primariamente de evangelismo nesse versículo, mas penso que podemos aplicá-lo ao crescimento em Cristo mesmo após a conversão. O Espírito Santo nos convence da verdade, e aquele que está começando a abraçar a teologia reformada demonstra isso muito claramente. Dadas as nossas inclinações semipelagianas, é necessária muita exposição à Palavra de Deus para vencer essa inclinação natural contra as doutrinas da graça. As pessoas defendem tenazmente uma visão particular de livre arbítrio que não é ensinada na Escritura. Calvino, certa vez, observou que se você define livre arbítrio como livre do peso do pecado, você tem usado um termo que é exaltado demais para se aplicar a nós. É preciso muito para vencer a visão exaltada que a maioria dos pecadores têm de si mesmos. Apenas o Espírito pode finalmente convencer as pessoas de sua verdade.
Reconhecer a obra do Espírito, contudo, não significa ficarmos em silêncio ou pararmos de acreditar na verdade da Escritura. Nós não desistimos das doutrinas da graça para manter a paz na família ou entre amigos. John Piper faz uma boa colocação quando diz que não só temos que crer na verdade, que não é suficiente nem para defender a verdade, como devemos lutar pela verdade. Isso não significa, entretanto, que devemos ser pessoas briguentas por natureza. Então, sim, devemos compartilhar o que aprendemos sobre a graça soberana de Deus com aqueles ao nosso redor.
Todavia, se realmente cremos nas doutrinas da graça, aprendemos a ser gentis quando falamos sobre isso. Quando lembramos quanto tempo nos foi necessário para passar pelas dificuldades que tivemos com todo o retrato bíblico da soberania divina e da nossa escravidão ao pecado, podemos ver os nossos amigos e família não-reformados com mais compreensão e compartilhar a verdade com eles mais graciosamente. Uma das primeiras coisas que uma pessoa que está animada com a descoberta das doutrinas da graça deve aprender é a ser paciente com amigos e família. Deus foi paciente ao nos convencer da sua soberania na salvação. Nós podemos confiar que ele fará o mesmo com aqueles que amamos.
Tradução: Alan Cristie
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Quem é Jesus?

Jesus, por Ele mesmo:

•“Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (João 6.35). 
• “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12). 
• “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará  pastagem” (João 10.9).
• “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (João 10.11).
• “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11.25).
• “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
• “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (João 15.1)

Quando a samaritana disse a Jesus: “Eu sei... que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas” (João 4.25-26), o Senhor lhe respondeu: “Eu o sou, eu que falo contigo” (versículos 25-26). 

Quando Pilatos perguntou: “Logo, tu és rei?”, Jesus respondeu: “Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (João 18.37).

Jesus, por Seus Discípulos:

Pedro: “Nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (João 6.69). “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). 

Paulo: “… indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo. E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões. Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues” (Atos 26.13-15)

Paulo: “Uma coisa tornou-se bem clara para mim: todas as outras coisas perdem o valor quando comparadas com o ganho inestimável de conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor. Deixei de lado todas as outras coisas, achando que tudo valia menos do que nada, a fim de ter a Cristo (Filipenses 3.8, A Bíblia Viva). “...em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (Atos 20.24). 

João: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)” (1 João 1.1-2). 

A Bíblia Viva diz: “Cristo estava vivo quando o mundo começou, entretanto eu mesmo O vi com os meus próprios olhos e O ouvi falar. Eu toquei nEle com as minhas próprias mãos. Ele é a mensagem da Vida enviada por Deus. Este que é Vida que vem de Deus foi revelado a nós e nós asseguramos que O vimos; eu estou falando de Cristo, Aquele que é a Vida eterna. Ele estava com o Pai e depois foi revelado a nós.”

João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.14) 
“ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito (Jesus), que está no seio do Pai, é quem o revelou” (João 1.18). 

Jesus, por outros personagens bíblicos:

A samaritana de Sicar e os samaritanos da cidade
“Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” 
(João 4.42). 

O Centurião ao pé da Cruz
“Verdadeiramente, este homem era o filho de Deus” (Marcos 15.39).

Agora,

Consideremos nossas próprias vidas…
Consideremos tudo isso de uma vez:
* Jesus testemunhou acerca de Si mesmo;
* Os Discípulos testemunharam acerca dEle;
* Outras pessoas ao longo da história da Igreja testemunharam;
* Muitos de nós damos testemunho sincero e verdadeiro;

A que conclusão podemos chegar?
Jesus é Deus!

Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas, tornando-se tão superior aos anjos quanto o nome que herdou é superior ao deles.
(Hebreus 1:1-4)

Sendo Jesus Deus:

1 - Podemos rejeitar ou aceitar;

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” 
(João 1:11-13)

2 - Podemos deixa-Lo ou segui-Lo;

“Então, Jesus lhe disse:Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.” 
(Marcos 10:52)

3 - Podemos odia-Lo ou ama-Lo.

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” 
(João 14:23)


Conclusão

Aceite-O

Siga-O

Ame-O


Em Cristo,
Marcelo Morais

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A razão do louvor

Salmo 9:1-2

​1 Senhor, quero dar-te graças de todo o coração
e falar de todas as tuas maravilhas.
2 Em ti quero alegrar-me e exultar,
e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo.


"Preparado está meu coração, oh Deus, 
pra Te adorar e Te exaltar, Senhor, 
preparado está meu coração... 
Cantarei louvores. 
Cantarei louvores, de toda a minh'alma."


Necessitamos preparar nosso coração para sempre entoar louvores ao Senhor.

O povo de Deus é um povo que canta louvores ao Senhor em todo o tempo.

Consideramos o mundo que vivemos com as suas mazelas e dificuldades, problemas e sofrimento, angústia e temores.

Todavia, superamos tudo isso com nossa confiança em Deus. Em Sua Soberania e Providência. Em Seu Socorro bem presente e Misericórdias Eternas.

E ao superarmos, cantamos. Ao cantarmos, louvamos a Deus. Ao louvarmos, adoramos o Senhor Todo Poderoso.

Neste Salmo 9, o Espírito Santo inspirou o salmista com algumas razões de cantar louvores ao Altíssimo. São algumas das razões pelas quais cantamos louvores ao Senhor.

Em primeiro lugar, 
Cantamos Louvores porque o Senhor sustenta nossas causas e nosso direito.

Ele, o Senhor, repreende a injustiça. Julga os opressores e defende os oprimidos. 

Nada foge do olhar cuidadoso de Deus e da Sua mão poderosa estendida com o Cetro de Justiça para executar Seus Eternos Desígnios. Ele sustenta nossas causas e nosso direito. Por isso, cantamos louvores a Ti, ó Altíssimo.

Em segundo lugar,
Cantamos Louvores para buscar o Senhor em tempo de angústia.

O salmista disse: "O SENHOR é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação. Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, SENHOR, não desamparas os que te buscam."

O povo de Deus é cativo do Poder de Deus. Circunstâncias insistem em nos cativar, angustiar e oprimir exigindo que nossa reação seja de acordo com suas imposições. 

Todavia, nãos somos reféns das circunstâncias. Somos refugiados que se escondem no Altíssimo. 

Buscamos e confiamos no Senhor em momentos em que as circunstâncias estão apelando para o nosso desespero.

Mas, enquanto confiamos na Providência do Todo Poderoso, cantamos louvores a Ti, ó Altíssimo.

Em terceiro lugar,
Cantamos Louvores para proclamar as grandezas de Deus.

O louvor ressoa longe. A casa fica pequena. As pessoas ouvem e internalizam os louvores. Depois reproduzem aqui, ali e acolá.

Cantar louvores é expandir a vida. É proclamar as grandezas de Deus. É manifestar confiança, fé, esperança e vitalidade.

"Cantem louvores ao Senhor, que reina em Sião; proclamem entre as nações os seus feitos." V.11

O salmista teve seu louvor preservado por milênios até chegar ao mundo em que vivemos. 

O nosso louvor ao Senhor será preservado pelo Espírito Santo para testemunho do Seu poder.

Cantamos e Proclamamos, dessa forma testemunhamos que só o Senhor é Deus digno de ser louvado e adorado. 

Assim, todos saberão que cantamos louvores a Ti, ó Altíssimo.


Em Cristo,
Marcelo Morais 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Contemplação

Salmo 8:1, 3-5
Ó SENHOR, Senhor nosso,
quão magnífico em toda a terra é o teu nome!
Pois expuseste nos céus a tua majestade.
[...] Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos,
e a lua e as estrelas que estabeleceste,
que é o homem, que dele te lembres?
E o filho do homem, que o visites?
Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus
e de glória e de honra o coroaste.


Dizem que o céu de Brasília é lindo como poucos. Se a comparação procede, é difícil dizer. Mas, sim, o céu de Brasília é lindo mesmo.

Porém, vivemos uma vida tão cheia de afazeres. A urbanIzação e os perigos dela decorrentes. A correria metropolitana e o  avanço tecnológico, tudo isso, tem tirado de nós o prazer ou a oportunidade de contemplar a criação do Senhor e ficar magnificado com a grandiosidade do Todo Poderoso.

Tempo de oração parece ser uma proposta utópica ou alienante. Prazer em adorar ao Senhor com cânticos parece ser prática inculta. Contemplar a criação é para desocupados. Enfim, estamos sem tempo ou sem entendimento para as práticas devocionais.

Devoção? Até mesmo isso perdeu seu sentido. Dedicação íntima às práticas que nos levam à comunhão e intimidade com o Senhor.

O Espírito Santo levantou o salmista para registrar a experiência da sua contemplação como forma de nos incentivar à alegria de uma vida contemplativa.

Em primeiro lugar a capacidade de se maravilhar com a grandiosidade de Deus. 

Ficamos perplexos com vídeos extraordinários. Indignados com injustiça e opressão. Surpresos com acontecimentos inusitados. 

Porém, nada disso alimenta nossa carência da Glória de Deus. 

Precisamos nos maravilhar. Necessitamos de algo glorioso e altaneiro. Carecemos de algo celestial. 

Ao contemplarmos a majestade de Deus exposta diante de nossos olhos, somos arrebatados pelo Espírito Santo e o nosso coração e espírito se enchem de alegria com a Glória de Deus.

Em segundo lugar, o salmista percebeu seu valor intrínseco diante da obra de Deus.

Quando nos aproximamos de Deus, somos convencidos pelo Espírito Santo de que somos amados pelo Senhor.

Quando estamos na presença de Deus, somos estimados como filhos do Altíssimo.

A baixa autoestima deixa lugar para o amor do Eterno. O sentimento de desprezo, cede ao apreço do Senhor em encher o nosso cálice para continuarmos em Sua presença.

O choro vai embora, o cântico enche nossos lábios. Cantamos, oramos, adoramos, amamos a Deus.

Assim é uma vida contemplativa. 

Assim é uma vida que eu desejo viver.

Em Cristo,
Marcelo Morais

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Converta-se!

Salmo 7:12-13
12 Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada;
já armou o arco, tem-no pronto;
13 para ele preparou já instrumentos de morte,
preparou suas setas inflamadas.


A inclinação da humanidade para o pecado é horrível.

Faz com que a gente cometa erros contra o próximo, contra a gente mesmo, e o pior de todos, erros contra Deus.

"Errar é humano" já diz o ditado.

"Continuar no erro é tolice" diz outro.

Mas, aqui quero me atrever lançar ainda outro:

"Errar obstinadamente é morte!"

Na etimologia da palavra "pecado" existe o conceito de "errar o alvo", "errar o propósito".

Portanto, errar obstinadamente é saber o que deve fazer, saber como deve fazer o que se deve e, mesmo assim, de maneira obstinada, cega, insistente, teimosa, contínua e intencionalmente deixar de fazer o que se deve.

Ou seja, é pecar com consciência e desejo de continuar pecando.

Isso é morte! Certamente morte. Pois, o pecado é um funcionário que cobra alto o seu salário. E o salário do pecado, você já sabe, é a morte.

"Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne [...] Porque o pendor da carne dá para a morte, [...] Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus [...]  Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus."
Romanos 8:5-8

Só há uma maneira de se ver livre dessa inclinação para o pecado. Essa inclinação maldita!

Inclinar-se para o Espírito!

Vejamos, agora, o argumento do Espírito Santo:

"Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz."
Romanos 8:5-6

Há neste exato momento uma força atraindo você para a comunhão com Deus.

O Espírito Santo nos atrai com amor, graça e misericórdia para Deus aplicando em nós a justiça de Jesus Cristo, o Salvador. O que nos permite viver o dom gratuito de Deus, o perdão dos pecados, a vida eterna.

Essa atração é real e suficiente para nos inclinar em direção a Deus.

Real, eficaz, irresistível. Porém, suave.

Portanto, em vez de resistir a atração do Espírito, - o que é tolice, pois quem poderá resistir o amor de Deus por muito tempo?

Inclinar-se para Deus!

Mudar essa direção e inclinação para o pecado, em direção e inclinação para o Espírito!

Digamos ao nosso coração obstinado:
"Converta-se!"


Em Cristo,
Marcelo Morais



domingo, 15 de fevereiro de 2015

Quando a tristeza parece não ter fim, clame a Deus


Salmo 6:1-7

​"1 SENHOR, não me repreendas na tua ira,
nem me castigues no teu furor.
2 Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado;
sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados.
3 Também a minha alma está profundamente perturbada;
mas tu, SENHOR, até quando?
4 Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma;
salva-me por tua graça.
5 Pois, na morte, não há recordação de ti;
no sepulcro, quem te dará louvor?
6 Estou cansado de tanto gemer;
todas as noites faço nadar o meu leito,
de minhas lágrimas o alago.
7 Meus olhos, de mágoa, se acham amortecidos,
envelhecem por causa de todos os meus adversários."


Tristeza e abatimento são sentimentos que assolam o espírito humano.

Quando vêm por alguma razão justificável e por pouco tempo entende-se como normal ou pelo menos parece razoável.

Quando, porém, esse sofrimento se instala por um tempo maior, aí temos um problema.

Pode-se buscar força humana para resolver os problemas. 

Força na ciência. 
Força na tecnologia. 
Força na economia.

Enfim, pode-se buscar tantas outras opções, mas em qualquer situação, entretanto, uma só é a atitude necessária para obter a vitória, clamar a Deus. 

Buscar em Deus a sua vitória. Mesmo que ela venha por meio da força humana, melhora na economia, avanço da tecnologia ou pelo conhecimento científico. 

Em tudo, porém, é a Deus que se deve buscar em primeiro lugar.

O salmista clama por misericórdia a Deus para se ver livre do sofrimento causado pelos seus inimigos. 

O livramento vem de várias maneiras. Neste caso, vejamos o que aconteceu:

1° O salmista recebeu forças do Senhor para se posicionar perante os seus inimigos:
v. 8 Afastem-se de mim
todos vocês que praticam o mal,
porque o Senhor ouviu o meu choro.

Embora o sofrimento seja intenso, a dor imensurável, o desespero latente e fiquemos desorientados frente aos problemas enfrentados diante dos inimigos, quando clamamos a Deus recebemos forças para enfrentarmos e nos posicionarmos diante dos nossos inimigos.

O salmista lançou uma palavra. O salmista ordenou seus inimigos: “afastem-se”

Pare de namorar a tristeza!
Pare de se amarrar ao pecado!
Pare de ficar refém das circunstâncias!

Clame a Deus e receba dEle forças para enfrentar seus inimigos!

2° O salmista percebeu que o Senhor ouviu o seu clamor:
v. 9 O Senhor ouviu a minha súplica;
o Senhor aceitou a minha oração.

A dor e o sofrimento insistem em anestesiar nossas percepções.

Cauterizam nossos sentimentos para a doçura e leveza quem vem de Deus.

Cegam nossa visão para a luz que ilumina nossa existência.

Fazem barulho para distrair nossa atenção ao sussurro do Espírito Santo que nos fala ao coração: “Eu ouço o seu clamor, estou atento para o seu viver e por fim você verá a Glória de Deus”

Quando clamamos insistentemente a Deus, deixamos de pensar que fomos abandonados, que somos desprezados por Deus, que nossas vidas não têm valor para Deus…

Quando clamamos a Deus, somos acometidos da ação extraordinária de Deus ministrando em nossos corações fé, confiança, discernimento de que Ele, o Senhor, ouve nossas orações, escuta nosso clamor.

Estamos com Deus! Deus está conosco!
Por isso, Ele nos ouve, aleluia.


3° O salmista creu que a vitória seria entregue a ele:
v. 10 Serão humilhados e aterrorizados
todos os meus inimigos;
frustrados, recuarão de repente.


Serão… O verbo está no futuro.

Ainda que tudo pareça a mesma coisa.

Ainda que os inimigos estejam acampados.

Ainda que as árvores estejam sem frutos.

Ainda que a crise esteja instalada.

Eles serão…

Serão humilhados e aterrorizados…
Serão frustrados…
Recuarão de repente…
De repente!

Sem ter aviso prévio.

Sem a necessidade de uma melhora paulatina.

Sem indicações de vitória.

De repente, a vitória chegará pelo poder de Deus.

E tudo começou quando houve um clamor a Deus!

Creiamos que pelo clamor, podemos nos aproximar da Palavra, que nos aproxima de Deus pela fé, que nos leva a viver pela fé, que nos entrega, pela fé, a vitória em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Amém.

Em Cristo,
Marcelo Morais

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O Senhor detesta os traiçoeiros

Salmo 5:4-6
4 Tu não és um Deus
que tenha prazer na injustiça;
contigo o mal não pode habitar.
5 Os arrogantes não são aceitos
na tua presença;
odeias todos os que praticam o mal.
6 Destróis os mentirosos;
os assassinos e os traiçoeiros
o Senhor detesta.

Muito poderia escrever sobre este texto. Apesar de conter obviedades, o texto é negligenciado por uns, ignorados por outros e, simplesmente, usurpado por outros.

Assim, escrever de negligência, ignorância e usurpação no atual contexto e considerando a recente experiência, seria fácil.

Porém, existem dois grandes perigos.

O primeiro é o perigo da generalidade. Para fugir de citações, deveria generalizar. Mas, generalizar pode ser injusto, sendo portanto, alvo do desprazer de Deus, conforme o próprio texto nos ensina.

O segundo perigo é o da arrogância. Apontar erros, injustiças, mentiras, malignidade e atos traiçoeiros pode parecer arrogância da minha parte, especialmente quando me considero um pobre pecador, afinal eu me conheço e, mais importante, o Senhor me conhece.

Então, como comentar este texto no meu contexto vivencial? Sim, no meu, eu escrevi.

A exegese e a hermenêutica irão me repreender exigindo que eu me limite ao contexto bíblico.

Todavia, o exercício aqui é aplicar o texto a minha pessoa, ou à sua, se tiver um contexto parecido.

Portanto, resta-me seguir o texto como uma oração:

Salmo 5:7-12
7 Eu, porém, pelo teu grande amor,
entrarei em tua casa;
com temor me inclinarei
para o teu santo templo.

8 Conduze-me, Senhor, na tua justiça,
por causa dos meus inimigos;
aplaina o teu caminho diante de mim.

9 Nos lábios deles não há palavra confiável;
suas mentes só tramam destruição.
Suas gargantas são um túmulo aberto;
com suas línguas enganam sutilmente.

10 Condena-os, ó Deus!
Caiam eles por suas próprias maquinações.
Expulsa-os por causa dos seus muitos crimes,
pois se rebelaram contra ti.

11 Alegrem-se, porém,
todos os que se refugiam em ti;
cantem sempre de alegria!
Estende sobre eles a tua proteção.
Em ti exultem os que amam o teu nome.

12 Pois tu, Senhor, abençoas o justo;
o teu favor o protege como um escudo.

Senhor, que assim seja, na minha vida e na vida de todos que Te amam, em nome de Jesus.

Em Cristo,
Marcelo Morais.