terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Evangelização, a hora é agora


A evangelização requer urgência. Precisamos ganhar para Cristo a nossa geração nesta geração. Fracassar nesse quesito é falhar de forma irremediável. A igreja primitiva sem os recursos dos tempos modernos ganhou sua geração para Cristo. O segredo desse sucesso é que cada cristão era um portador de boas novas. A evangelização não era um programa, mas um estilo de vida. A evangelização não era centrípeta, mas centrífuga, ou seja, eles não esperavam que os pecadores viessem a eles; eles iam aos pecadores. Os cristãos não se acomodavam no templo esperando que os pecadores os buscassem; eles iam lá fora onde os pecadores estavam para ganhá-los para Cristo. Eles não pescavam na banheira, eles lançavam suas redes onde havia abundantes cardumes. Não podemos limitar o evangelismo aos cultos especiais que realizamos no templo. Muitos jamais entrarão no templo. Precisamos ir a eles, onde eles estão, nos logradouros, nas praças, nas universidades, nas escolas, nos escritórios, nos clubes, nos estádios, nas praias, nos hospitais. Jesus nos ordena a ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a cada criatura, em todo o mundo. Não cumpriremos essa agenda sem a mobilização de todos os crentes. Não alcançaremos vitória nessa empreitada sem usarmos todos os meios legítimos e todos os recursos disponíveis.
A igreja contemporânea está notoriamente acomodada. Hoje quase não saímos das quatro paredes. Estamos confortavelmente instalados em nossos templos. Reunimo-nos para edificarmo-nos a nós mesmos. Realizamos conferências para equiparmo-nos a nós mesmos. Frequentamos congressos para engordarmo-nos a nós mesmos. Lemos livros e mais livros para enriquecermo-nos a nós mesmos. Parece que quanto mais conhecimento adquirimos menos nos comprometemos com a causa do evangelho. Temos uma larga visão do mundo, mas não enxergamos mais aqueles que perecem à nossa porta. Não buscamos mais a centésima ovelha perdida. Estamos satisfeitos com as noventa e nove que estão no aprisco. Não acendemos mais a candeia para procurar a moeda perdida. Estamos gastando todo o nosso tempo lustrando as moedas que temos. Não esperamos mais a volta do pródigo que se foi. Estamos contentes com o filho que ficou. Precisamos imitar a Jesus, que veio buscar e salvar o perdido. Jesus entrou nos lares, nas sinagogas, no templo. Ele ensinou na praia e nos montes. Ele percorreu as estradas e andou por toda a parte. A religião cristã era a religião do caminho, do movimento, da ação. Precisamos, à semelhança de Jesus, ir lá fora, onde os pecadores estão. Eles estão desorientados como ovelhas sem pastor. As multidões estão exaustas e aflitas precisando de direção. O evangelho é a única resposta para o homem. Esse tesouro está em nossas mãos. Deus no-lo confiou. Não podemos retê-lo. Precisamos reparti-lo. O tempo urge. A hora é agora!
Precisamos gastar as solas dos nossos sapatos mais do que os assentos dos nossos bancos. Precisamos testemunhar tanto publicamente como também de casa em casa. Precisamos falar para grandes auditórios e também para pequenos grupos. A família, a escola e o trabalho devem ser nossos campos missionários. Onde houver uma vida sem Cristo, ali deveremos estar com a mensagem da salvação, pois a evangelização é uma missão imperativa, intransferível e impostergável.
Rev. Hernandes Dias Lopes
extraído do site
http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/02/evangelizacao-a-hora-e-agora

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Lições de um encontro à beira do caminho

Texto
Marcos 10:46-52 E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho 47 e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! 48 E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! 49 Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. 50 Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. 51 Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. 52 Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.

Introdução
A forma como Jesus Cristo ensinava seus discípulos era ao mesmo tempo eficaz e modeladora, pois enquanto ele cumpria com o propósito para o qual fora enviado, Ele ensinava seus discípulos nas mais variadas oportunidades surgidas no caminho.
Percebemos no texto lido que o Senhor estava de saída de Jericó indo para Jerusalém (cf v.32). Lá, Ele haveria de entrar exaltado sobre um jumento com o povo cantando e ovacionando-o como Rei de Israel (cf. Mc 11.1-11).
Entretanto, um encontro à beira do caminho fez com que Jesus, mais uma vez, aproveitasse a oportunidade para ensinar aos seus discípulos o verdadeiro sentido da vida cristã e a maneira pela qual o bom discípulo deve agir diante das oportunidades concedidas por Deus.

Tema
Lições de um encontro à beira do caminho

1. Prevalecência da agenda divina sobre a agenda humana – v.49
O mundo globalizado está cada vez mais rápido e sem tempo para fazer suas paradas necessárias. Deseja-se a internet mais rápida; o remédio que age em menos tempo; o caminho mais expresso e etc. Entretanto, qual a agenda de Deus para os nossos relacionamentos? Qual o momento de pararmos de fazer o que estamos fazendo para dar atenção às pessoas ao nosso redor? Qual o momento de alinharmos nossa vida pela agenda divina e não pela agenda humana?
Jesus tinha um compromisso em Jerusalém, mas isso não foi impedimento para que Ele parasse no meio do caminho a fim de abençoar uma vida necessitada do seu amor, cura e salvação. O mesmo Ele faz hoje. Ele muda a agenda do homem para nos abençoar.

2. Importância dos sentimentos alheios – v.51
A pergunta que Jesus fez à Bartimeu demonstra interesse e importância com o que ele mesmo sentia a respeito de si. Obviamente Jesus sabia quais as necessidades de Bartimeu, mas, em vez de chegar com uma proposta de cura, como fizera com o coxo no tanque de Betesda, Jesus dá a oportunidade de Bartimeu abrir seu coração e expressar suas expectativas, desejos e necessidades.
Essa lição nos ensina que devemos ouvir mais as pessoas. Existem sentimentos em nosso interior que somente receberão a cura quando buscarmos alguém em quem confiar para uma conversa sincera, confiável, respeitosa e acolhedora (cf. Tg 5.16). Portanto, devemos deixar de lado a tendência de apresentar fórmulas ou receitas de sucesso para ouvir as pessoas e entendê-las em seu momento de dor. No tempo certo o Senhor irá direcionar nossos lábios para falar coisas edificantes resultando em cura e salvação.

3. Obediência à vontade de Deus – v.52
No contexto anterior, versículos 35 à 45, os discípulos entraram numa disputa de poder. Queriam ver quem sentaria ao lado de Jesus. A parte “teórica” do ensino de Jesus foi mostrar-lhes que no Reino de Deus será o maior quem for o mais servo na terra. A parte prática do ensino de Jesus vem com o encontro à beira do caminho. Assim, quando eles saem de Jericó, a oportunidade de praticar a vontade de Deus está posta frente aos discípulos. Chegou a hora de eles verem, mais uma vez, como Jesus era obediente e servia os necessitados.

Conclusão
Jesus curou e salvou Bartimeu, que, por sua vez, tornou-se discípulo de Jesus. Com isso, Jesus em apenas três lições ensinou aos discípulos, e a nós também, que o importante na vida cristã e no exercício do ministério dado por Deus é saber que a agenda de Deus prevalece sobre a agenda humana; que os sentimentos das pessoas devem receber importância especial para que a cura seja manifestada; e que a obediência à Sua vontade é se dispor, cada vez mais, para abençoar as pessoas e apresentá-las a Palavra que salva e transforma.