Finalidade deste Blog

Olá, seja muito bem-vindo ao meu blog. Nele você encontrará textos de vários autores, inclusive o meu, é claro. Decidi fazer este blog para expressar meus pensamentos e minhas quimeras. Também estarei compartilhando mensagens bíblicas em texto e audio. Meu desejo é que você seja edificado. Então, deixe seu comentário e vejamos como nos edificaremos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quem é Deus: Criador ou Criatura?

A Revista Veja, de 11 de fevereiro de 2009, celebrando os duzentos anos do nascimento de Charles Darwin, publicou uma matéria insolente atacando a fé cristã. O livro de Darwin, Origens das Espécies, publicado em Londres, em 1859, falando sobre a geração espontânea e a evolução das espécies tornou-se uma crença generalizada, especialmente em alguns redutos acadêmicos.

O núcleo central da teoria de Darwin é que o mundo e o homem tiveram uma origem naturalista. Até então, cria-se que Deus havia criado o homem; agora, crê-se que o mundo pariu a si mesmo e o homem é fruto de um processo evolutivo de milhões e milhões de anos. Na teoria de Darwin, Deus não existe. Ele é apenas uma criação do homem em vez do homem ser criação de Deus.

Em favor da verdade, nós precisamos reafirmar que não há contradição entre a ciência e a fé cristã. A ciência corretamente interpretada jamais entrará em contradição com a Palavra de Deus, pois ambas têm o mesmo autor. Precisamos de igual forma ressaltar, que a evolução não é uma ciência, mas uma teoria. Falta à evolução a evidência das provas. O próprio livro de Darwin tem nada menos que oitocentos verbos no futuro do subjuntivo: "Suponhamos". A evolução não passa de uma suposição e absolutamente improvável. A fé cristã por sua vez não é uma crença vazia, desprovida de inteligência. Nossa fé está ancorada em fatos incontroversos. A fé é a certeza de coisas e a convicção de fatos. O Deus revelado na criação, nas Escrituras e em Cristo é o criador do universo e não uma criatura do homem. Chamamos sua atenção para três fatos importantes:

1. Precisamos mais fé para acreditar na evolução do que na criação - O mundo não pode dar à luz a si mesmo. A vida não pode surgir do nada. Vida só procede de vida. O mundo com toda a sua complexidade não poderia ser produto do acaso nem de uma explosão cósmica nem mesmo de uma evolução de milhões e milhões de anos. As evidências provam que o mundo não está evoluindo, mas se deteriorando. A ciência corrobora com o relato da criação e não com as improváveis e tendenciosas teorias da evolução. Os evolucionistas que combatem a fé cristã não estão ancorados na rocha da ciência, mas navegando à deriva, pelos mares revoltos de suas teorias improváveis.

2. Precisamos mais fé para acreditar que Deus é criatura do homem do que para acreditar que o homem é criatura de Deus - A teoria de que Deus é apenas uma invenção humana tem conseqüências funestas. A teoria da evolução trouxe seus reflexos na biologia, na filosofia e também na teologia. Essa crença de que o homem inventou Deus e que o homem veio do nada, é nada, e caminhada para o nada, é o alicerce do niilimismo filosófico, da decadência moral e das atrocidades históricas. O holocausto que matou seis milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial, as barbáries hediondas dos regimes totalitários, ceifando mais de sessenta milhões de pessoas, só no século XX, são fruto desta ensandecida teoria. A prática indiscriminada de aborto e os descalabros morais são conseqüência do ateísmo. Dostoievski disse: "Se Deus não existe, tudo é permitido".

3. Precisamos mais fé para acreditar que o cosmos veio do caos do que para acreditar que o cosmos veio de Deus - A teoria do big-bang, de que o universo surgiu de uma explosão cósmica está na contramão do bom senso. Seria mais fácil acreditar que um bilhão de letras lançadas ao ar caísse na forma de enciclopédia. Seria mais fácil acreditar que um rato correndo atabalhoadamente sobre as teclas de um piano tocasse serenata ao luar. O caos não pode produzir ordem. O universo tem leis precisas. Nós somos seres programados geneticamente. A biologia moderna aponta para uma mente sábia e criadora por trás do universo. Só o insensato é que nega a existência de Deus. Suas teorias podem até fazer barulho e enganar os incautos, mas em breve, elas se cobrirão de poeira. A Palavra de Deus, porém, permanecerá impávida, sobranceira e vitoriosa para sempre e sempre!


Rev. Hernandes Dias Lopes
Extraído do site: http://www.hernandesdiaslopes.com.br/?area=show®istro=663

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Graça X Graxa

A graça de Deus é um dos postulados mais defendidos pela Teologia Cristã, principalmente pela Teologia Reformada. Graça é o favor imerecido de Deus baseado na sua soberania, onipotência, onisciência e onipresença. Ela ultrapassa a lógica humana, ninguém pode compreender tal atitude de Deus se não for iluminado por Ele mesmo, neste caso o Espírito Santo.

A graça “contém a essência do evangelho assim como uma gota de água pode conter a imagem do sol”. Ela às vezes está numa coisa pequena, mas expressa um amor inefável de quem está aplicando-a. Assim, pode ser apenas uma palavra dizendo “sim” ao amor de Deus, mas esta graça revela a grandiosidade da obra de Deus em manifestar, por meio de Jesus Cristo, como esse amor é chegado a nós.

Contudo, muitos dos que foram alcançados pela graça de Deus estão padecendo de enfermidades emocionais. Philip Yancey cita um conselheiro, David Seamands, que resumiu sua carreira de conselheiro assim:

Há muitos anos, cheguei à conclusão de que as duas causas principais da maioria dos problemas emocionais entre os cristãos evangélicos são estas: o fracasso em entender, receber e viver a graça e o perdão incondicionais de Deus; e o fracasso de distribuir esse amor, perdão e graça incondicionais aos outros... Nós lemos, ouvimos, cremos em uma boa teologia da graça. Mas não é assim que vivemos. As boas novas do evangelho da graça não penetram no nível de nossas emoções.



De fato, este é um problema sério, o fracasso de transmitir a graça de Deus. Esse fracasso revela o outro, o de entender, receber e viver o amor, a graça e o perdão de Deus. Esses fracassos levam o homem ao legalismo, ao farisaísmo, passando a ser assassinos da graça ao invés de ser despenseiros dela. E o pior, levam às enfermidades sérias que afetam toda a Igreja de Jesus.

Jesus disse certa vez: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” Jo.14.21.

Certamente esta é uma palavra digna de reflexão, pois o amor a Deus é demonstrado pela obediência aos seus mandamentos. Percebe-se que Jesus fala de mandamentos e não de apenas um mandamento. Muitos querem demonstrar seu amor a Deus pelo louvor e adoração, pela religiosidade e suposta devoção, mas esquecem da honestidade, santidade, sinceridade, caridade, piedade, castidade e fidelidade.

Está na hora, se é que não passou, de todos os que invocam o nome de Jesus demonstrarem o amor por ele através da correta compreensão, aplicação e distribuição da graça d’Ele sendo sal na terra e luz no mundo.

O que se pode fazer para tornar a graça de Deus mais conhecida? O que se pode fazer para distribuir os raios luminosos da graça de Deus aos nossos amigos, vizinhos e até mesmo familiares?

Resumindo, deve-se compreender, ainda que limitadamente, a maravilhosa Graça de Deus por meio da iluminação do Espírito Santo, e para isso deve-se orar pedindo tal iluminação. Ouvir com atenção à voz do Espírito Santo que pode falar ao homem pela leitura da Bíblia, pelo ouvir a pregação da Palavra, pelos cânticos entoados na Igreja e até pela contemplação das obras de Deus.

Deve-se, ainda, receber tal Graça compreendida no coração. Buscar, até sentir de fato e de verdade o toque gracioso de Deus curando nossas emoções, sentimentos, desejos e tudo aquilo que um dia foi contaminado e dominado pelo pecado. Ora, tal atitude é pela fé em Jesus Cristo, e se alguém já está crendo e compreendendo a Graça de Deus, então deve receber sua ministração de forma integral e não apenas no campo intelectual.

Por último, aquele que invoca o nome de Jesus Cristo deve demonstrar, no sentido mais amplo, o amor de Deus e a Graça de Jesus Cristo a todos que o cercam. Não dá mais para viver este “cristianismo agente secreto” sem compromisso com o Reino de Deus. Não dá para viver pensando que as pessoas não precisam de Salvação, ou que simplesmente a religião é suficiente para trazer bem-aventurança eterna. Só Jesus tem a vida bem-aventurada eterna.

Portanto, Graça é Graça e não graxa. Compreender, aplicar e distribuir a verdadeira Graça de Deus é o dever daqueles que amam o SENHOR. O resto não passa de um cristianismo engraxadinho.

Deus nos abençoe,
Marcelo Morais.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

"Lá Vem Aquele Sonhador" Gn 37:19 (NVI)

Os sonhos são de fato algo extremamente curioso. Alguns são variações do dia, ou seja, perturbações ou preocupações que sentimos ou passamos durante o tempo acordado que ao adormecer viram sonhos parecendo realidade. Anseios também fazem parte dessas variações do dia. Contudo, existem sonhos que são verdadeiras revelações de Deus para os seus escolhidos. Foi assim com Abraão, Jacó, José, Gideão, Salomão e etc. Ainda que a revelação de Deus quanto à sua Palavra tenha cessado, Deus tem “revelado” sua vontade ao seu povo por meio de sonhos. Isso quer dizer que diante das adversidades da vida cristã, em quaisquer que sejam o seu âmbito, eclesiástico, pessoal, profissional, familiar, estudantil e outros, o Senhor tem revelado aos seus servos qual a sua boa, perfeita e agradável vontade para o cumprimento do Seu propósito aqui nesta nossa existência terrena. É claro que essa “revelação” deve estar amparada consistentemente na Sua Palavra, senão, não passará de variação do dia ou engodo do ser humano e até do diabo.
Diante disso, podemos sonhar (Joel 2:28; At 2:17). Sonhar com dias melhores para nossas vidas, nossa casa, nosso emprego, nosso relacionamento, e por que não, nossa igreja. A igreja comunitária, que faz parte da Igreja Invisível do Senhor Jesus Cristo, deve ter seus sonhos para melhor cumprir sua missão. Deve visualizar, pela fé, seus vôos cada vez mais altos para glorificar o nosso Deus, fazendo com que o seu nome seja conhecido na comunidade, cidade, estado, país e nações do mundo.
Porém sonhar não é fácil. Sonhar pressupõe descanso e não ativismo. Fisicamente temos de estar dormindo para sonharmos. Nossas emoções, quando muito perturbadas, produzem pesadelos e não sonhos. Sonhar requer uma mente esperançosa, mesmo quando o desespero é a mola propulsora do sonho, pois o sonho será capaz de reanimar o desesperado trazendo-lhe nova esperança.
Assim são os sonhos, instrumentos de Deus e mecanismo de um ser humano pecador que precisa de motivação para viver segundo seu mandato cultural, social e espiritual.
Será que temos sonhado o suficiente para nos motivarmos ou sermos motivados pelos sonhos que vêm de Deus? Será que a nossa igreja, como ela é, está nos nossos sonhos ou será que sonhamos com algo melhor? Será que Deus sonha com a sua Igreja?
Ora, alguém pode levantar a questão de que sonhos são manifestações humanas e que não devem ser aplicados a Deus. Contudo, se levarmos em consideração que sua vontade é um tipo de sentimento tal como o nosso, sendo, porém, perfeito, temos a impressão que Deus sonha sim! Sua Palavra nos diz que Ele “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” (1Tm 2:4). O Espírito Santo anseia com ciúmes por nós (Tg 4:5). Sua vontade é boa, perfeita e agradável (Rm 12:2). Em todos estes termos temos a conotação de sentimentos humanos, contudo quando aplicados em Deus são perfeitos e imaculados. Por isso, os sonhos de Deus são sonhos altaneiros, celestiais, perfeitos e devem ser considerados pela Igreja de Jesus Cristo como sendo algo a ser alcançado, desejado e digno de buscar o seu cumprimento.
Sabe, José do Egito foi um grande Sonhador. Ele sonhou os sonhos de Deus. A Igreja deve sonhar os sonhos de Deus. Deve estar em sintonia com o Pai, a fim de saber quais os Seus sonhos para ela. Assim, quando estivermos andando rumo à Glória, as pessoas dirão a nosso respeito: “Lá vão os Sonhadores!”. Sonhadores sim, porém, seremos os sonhadores dos sonhos de Deus, amém. Vamos em busca deles?

Deus nos abençoe,
Marcelo Morais

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Somos o que somos...

“Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.”
(1 Co 15:10)



Em todo lugar em que alguém acaba de chegar, é costume se apresentar aos anfitriões. Não vamos fugir à regra neste blog, pois, você leitor precisa saber de quem se trata neste blog. Mas, como devemos fazer isso sem que gere constrangimentos em ambas as partes? Bem, como crentes que somos, fomos buscar auxílio na Bíblia, nossa única regra de fé e prática. Deparamo-nos, então, com a vida do apóstolo Paulo e percebemos uma maneira que o apóstolo, movido pelo Espírito Santo, encontrou em suas apresentações.

Assim que Paulo tornou-se apóstolo, referia-se a si mesmo como o menor deles. Paulo dizia: “porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou...” (1 Co 15:9-10).

Mas, a caminhada do apóstolo estava somente começando, e com o passar do tempo ele percebeu que no Reino de Deus quem quer ser o primeiro, que seja o último. Então, Paulo passou a referir-se a si mesmo, agora, como o menor dos santos. Observe como ele dizia: “a mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo...” (Ef 3:8).

No entanto, sabemos que quanto mais nos achegamos a Deus, mais nos conhecemos e mais adquirimos a consciência de quem verdadeiramente somos diante do Todo-Poderoso. Com Paulo aconteceu o mesmo, haja vista que sua intimidade com Deus foi tremenda e poderosa para transformar seus sentimentos e percepções acerca de si mesmo. Portanto, acontece o inevitável. Paulo agora se apresenta de forma acertada para quem realmente conhece a Deus. Agora ele diz: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (1 Tm 1:15).

Amado leitor, queremos dizer-lhe que somos apenas pecadores resgatados por Jesus Cristo. Sua graça é que nos fez maravilhas, e ainda o faz, e colocou em nossos corações a disposição de servi-Lo em amor, pois apesar de nossas imperfeições, Ele nos aceitou e nos fez seus servos, assim como os servos d’Ele aqui e em toda parte.

Dessa forma, queremos nos dispor para andarmos juntos pela caminhada cristã, servindo a Deus, aqui e acolá, servindo aos irmãos e em tudo sermos instrumentos de justiça nas mãos de Deus.

Que Deus nos abençoe,
Marcelo Morais.