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terça-feira, 20 de outubro de 2015

A grande pequena fé de Pedro

Boa tarde, segue mais uma devocional. Essa foi ministrada no domingo passado.
Grande abraço.
Marcelo

A grande pequena fé de Pedro.

“E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste?” 
(Mateus 14:31)

Geralmente nossa fé é provada por dois instrumentos: circunstâncias e cansaço.

No texto de Mt 14.22-33 temos o episódio de Jesus andando sobre as águas. Antes, a tempestade estava aterrorizando os discípulos. O vento contrário é quase equivalente às circunstâncias contrárias que enfrentamos no dia a dia.

Além disso, eles estavam na quarta vigília da noite. Período que corresponde o tempo das 3h a 6h da manhã. Mesmo para os mais insones, ficar sem dormir nesse período é o que mais abala o organismo. O cansaço é enorme no dia seguinte e dura por todo o dia.

Pois assim é a provação da nossa fé. Circunstâncias contrárias e cansaço dos enfrentamentos.

Entretanto, Jesus, o Socorro Bem Presente, ao se aproximar, lança uma palavra de alento: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais” (v.27)

Os discípulos aterrorizados, pensando que se tratava de um fantasma, tem o discernimento obliquado pela medo. Todos, exceto Pedro.

Pedro, em clara manifestação de fé, diz: “Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas” (v.28)

A grande pequena fé de Pedro estava fundamentada na pessoa certa, Jesus. O Senhorio de Jesus era a mola propulsora da fé do apóstolo Pedro. Isso o levou a saltar do barco na água do mar! Que grande fé!

Mas, quando reparou nas circunstâncias, cansado na madrugada, Pedro veio a naufragar na fé. 

Foi o suficiente para Jesus observar: “Homem de pequena fé” 

Pequena fé? O homem pulou no mar aberto, andou sobre as águas por um tempo. Como assim, Jesus?

A grande fé de Pedro foi de pequena duração. Foi grande em sua expressão e pequena em sua extensão.

Dessa lição, o que podemos extrair para termos uma grande fé e mais duradoura?

1. Clamar, gritar, orar, suplicar. Enfim, mesmo com as circunstâncias contrárias e até com gemidos inexprimíveis, busquemos ao Senhor, clamemos ao Eterno, gritemos a Jesus Cristo, oremos ao Pai.

Nossa fé, por menor que seja, pois basta ser do tamanho de uma grão de mostarda, quando manifesta em clamor, oração, súplica ao Todo Poderoso, ganha a força e dimensão do Eterno, pois deixa de ser fruto de nosso trabalho e passa a ser esperança da intervenção Soberana de Deus;

2. Motivação certa. Interessante Pedro expressar sua fé para receber capacitação para enfrentar a tempestade e ir ao encontro de Jesus. 

Penso que alguns, quem sabe até mesmo eu, iríamos pedir ao Senhor diferente: “Senhor, acabe logo com esse flagelo e venha até mim!” 

Pedro teve outra motivação, fruto de uma grande fé. Ele, com fé em Jesus, quis enfrentar a tormenta e se aproximar de Jesus. A dificuldade não o fez desistir da comunhão com Deus e nem fugir dos problemas.

3. Consciência da transitoriedade da vida. “Subindo ambos para o barco, cessou o vento.” (v.32)

Assim como o homem é erva, que murcha, seca e o vento leva, tudo nessa vida passa.

O vento cessou. A tormenta acabou. A tempestade passou. Tudo passa!

Quando estivermos em meio as circunstâncias contrárias e cansados pelos desafios enfrentados, lembremo-nos: “Tudo passa!” 

A crise econômica passa. O sofrimento passa. A dor passa. A tristeza passa. Tudo passa!

Quem melhor expressou isso foi o apóstolo Paulo:
“Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”
(Romanos 8:18)

Tudo passará em tempo de viver no aqui e agora ou, certamente, em tempo de viver na glória o descanso e alívio da tormenta.

4. O propósito supremo, adorar a Deus e reconhecer ser Jesus Cristo o Filho de Deus.
“E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!” (v.33)

Sim, o fim último do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.

Então, mesmo em meio as circunstâncias contrárias e cansados, lembremo-nos disso: vamos adorar a Deus e glorificar Seu Filho, Jesus, o Cristo.

Façamos isso e teremos uma grande fé, mesmo que pequena, mas suficiente para vivermos o propósito de Deus em nossas vidas.

Deus nos abençoe,
em Cristo.
Marcelo Morais.

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