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domingo, 15 de abril de 2012

Recebendo a libertação que Deus promove em nossas vidas.

Leitura Bíblica: Ex 2:23-25 e 3:1-12
Estamos diante de um contexto de aproximadamente 400 anos de cativeiro do povo de Israel no Egito. Por causa do medo e inveja dos egípcios o povo de Deus perdeu a liberdade e passou a ser oprimido pelo inimigo. Os egípcios tinham medo e inveja (Ex 1:9-10), eram tiranos e amargavam a vida do povo de Deus (Ex 1:13-14) ao ponto de provocar gemidos e clamor por causa do sofrimento (Ex 2:23-25). O povo de Deus era conhecido por ser um povo abençoado por Deus e os egípcio sabiam disso (Ex 1:17 e 21). Até mesmo Moisés já sabia que era o escolhido por Deus para promover libertação ao povo de Deus (Ex 2:11 cf. At 7:25). Dessa forma, numa manifestação onde o Senhor toma o ordinário e transforma-o em extraordinário, como no caso da sarça ardente, Deus oferece libertação ao seu povo. Ele ouve o clamor do seu povo, estende a mão poderosa e promove libertação para cumprir sua promessa feita a Abraão. Todavia, a libertação que Deus promove para o seu povo ocorre num processo de humilhação e exaltação, rendição e reconciliação, entrega e apropriação, de tirar as sandálias e colocar as sandálias.
Ao compreender a libertação que Deus promoveu ao povo de Israel podemos perceber dois elementos nesse processo que nos leva a receber em nossas vidas a libertação promovida por Deus daquilo que nos oprime, nos faz amargar a vida, nos tira a paz e insiste em se fazer um tirano sobre nós. Às vezes são doenças, discussões, problemas de ordem financeira, relacionais ou afetivas que se tornam um Egito em nossas vidas. Mas, Deus nos chamou à liberdade e Ele a promove em nossas vidas em Cristo Jesus, no qual recebemos essa libertação discernindo os dois elementos, ou estágios, que envolvem nossas vidas.
  1. Humilhação
    1. Submeter o conhecimento próprio ao conhecimento da Aliança de Deus - v.13
Moisés foi educado na melhor universidade do mundo em seu tempo. Era instruído em ciência e sabedoria. Todavia, em vez de tentar explicar aos filhos de Israel com conhecimento próprio quem era Deus, o Senhor lhe mostrou que Ele É o que É e isso basta. Falou a Moisés que no lugar disso, ele deveria fazer conhecida a promessa da Aliança estabelecida entre Ele e o seu povo e crer que Aquele que É o que É faria cumprir esta promessa na vida do povo. 
Igualmente temos de fugir da tentação de racionalizar ou buscar esquadrinhar todos os movimentos que Deus promove em nossas vidas. Ele nos dá inteligência, conhecimento, educação, cultura e sabedoria para usarmos com graça. Mas, isso tudo deve estar submetido em primeiro lugar ao conhecimento do Verdadeiro Deus, dAquele que É o que É e da Sua Aliança e Promessa para nossas vidas, pois de que vale ter a sabedoria do mundo se for para continuar escravo do Egito? Não é a loucura de Deus mais sábia que a sabedoria de toda a humanidade? Humilhemo-nos e submetamos o nosso próprio conhecimento ao conhecimento da Aliança de Deus e ao Seu poder.
  1. Deixar a auto justificação para receber a justiça de Deus - Ex 4:1
Quando Moisés argumenta com o Senhor que os israelitas não creriam que ele teve um encontro com Deus, o Senhor lhe deu poder para realizar as obras que somente Deus poderia realizar. Os mágicos de Faraó bem que tentaram imitar tudo que Moisés fazia, mas chega num momento que o que prevalece são as obras de Deus.
Igualmente devemos entender que nossas melhores obras que fazemos para tentar justificar nossas ações são trapos de imundícies. É quando nos humilhamos diante de Deus e quando Ele opera em nós e por meio de nós que nossas obras são consideradas como obras da fé. Nossa Justiça é o Senhor Jesus, por isso devemos nos render às obras da Sua justiça e deixar que nossas obras reflitam Seu poder.
  1. Recusar a auto suficiência para receber a Graça de Deus - Ex 4:10
A resposta de Deus a Moisés sobre sua incapacidade de falar ao povo veio em forma de provisão graciosa e capacitação divina. Deus chama Moisés sabendo de todos os recursos que ele tinha e suas dificuldades também. Moisés expressa sua dificuldade em comunicação e Deus imediatamente demonstra que Ele possui todos os recursos para agraciar seus filhos a fim de que cumpram Sua vontade Soberana.
A graça de Deus nos capacita e supre nossas vidas para vivermos livremente em Sua presença com alegria e satisfação. É a graça de Deus que nos habilita a recebermos a libertação que o Senhor promove em nossas vidas, sem a graça há esforço sem recompensa alguma. Com a graça, há provisão de Deus para recebermos a bênção dEle para vivermos livres de qualquer opressão e tirania.
  1. Descartar a desobediência para viver a vontade de Deus - Ex 4:13
A ira de Deus veio no momento em que Moisés quis deliberadamente desobedecer a vontade de Deus. Moisés sabia do propósito de Deus para sua vida, mas ainda assim ele insiste com Deus o não cumprimento deste propósito. A ira de Deus revela que com a desobediência Deus não está disposto para conversas e negociações. Com todos os outros argumentos Deus se mostrou longânimo, mas por causa da desobediência vem a ira de Deus.
Devemos insistir com Deus para deixarmos de cumprir sua vontade? É claro que não. Por isso, melhor para nossas vidas, é descartarmos a desobediência para viver a vontade de Deus e, assim, recebermos dEle a libertação que Ele promove para que vivermos livres do Egito.
  1. Exaltação
Para ilustrar o processo de restauração e libertação que o Senhor promove em nossas vidas vamos observar o evento narrado por Jesus em Lc 15:22-24 na parábola que tem o filho pródigo como exemplo de quem foi escravizado pela miséria do mundo, mas que foi restaurado pelo pai com novas vestes, sandálias, presentes e celebração pela vida daquele que estava morto, mas que agora vivo estava na presença do pai. As vestes novas, as sandálias novas mostram que o filho pródigo necessitou do que foi oferecido pelo pai para ser restaurado. Vestiduras novas simbolizam santidade e honra. Sandálias significam liberdade para quem estava em condição de escravidão. A celebração, o regozijo e todo o contexto demonstra o perdão e a graça de Deus para com o pecador, antes escravo do pecado e condenado à morte, mas, agora em Cristo, salvo e reconciliado com Deus por meio de Jesus Cristo, o Senhor. Assim, tal como o filho, podemos receber:
  1. O anel, símbolo da Aliança
  2. A Justiça de Cristo Jesus
  3. A graça de Deus
  4. O perdão
  5. E Celebrar a Vida Abundante em Cristo Jesus
Conclusão
Muitas vezes os problemas tentam nos escravizar, oprimir e trazer sofrimento sobre nossas vidas. Mas, em vez de sentir o amargo gosto do sofrimento fruto da inveja e astúcia do inimigo, podemos receber a libertação promovida por Deus em nossas vidas em Cristo Jesus. Tiremos as nossas sandálias diante do Senhor que Ele mesmo nos calçará com as sandálias da liberdade em Cristo, amém.

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