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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Resumo Trindade em Strong





RESUMO
STRONG, Augustus Hopkins. Teologia sistemática. São Paulo: Editora Hagnos, 2003, Vol. 1, Parte IV, Cap. 2, p. 452-521.



            O autor, Augustus Hopkins Strong (1836 – 1921), foi eleito presidente e professor de Teologia Bíblica do Seminário Teológico de Rochester no estado de Nova Iorque em 1872. Ocupou estes dois cargos durante quarenta anos, após pastorear a Primeira Igreja Batista de Cleveland, estado de Ohio, por sete anos.

            O segundo capítulo da quarta parte de sua Teologia Sistemática trata da Doutrina da Trindade. Segundo ele, seus escritos seguem Cristo Jesus como “chave da teologia”, pois, “Cristo é aquele único Revelador de Deus, na natureza, na humanidade, na história, na ciência [e] na Escritura.” (p.7).

            Dessa forma, o autor mostra que “na natureza de Deus há três distinções eternas que se nos representam sob a figura de pessoas e estas três são iguais. Esta tripessoalidade de Deus é uma verdade exclusiva da revelação.” (p. 452). Em resumo, “a doutrina da Trindade pode expressar-se nas seguintes seis afirmações: 1. Há na Escritura três que são reconhecidos como Deus. 2. Estes três são descritos de tal modo que como compelidos a concebê-los como pessoas distintas. 3. Esta tripessoalidade da natureza divina não é simplesmente econômica e temporal, mas imanente e eterna. 4. Esta tripessoalidade não é triteísmo; pois, conquanto haja três pessoas, há apenas uma essência. 5. As três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo são iguais. 6. Inescrutável, embora não autocontraditória, esta doutrina fornece a chave de todas as outras doutrinas.” (p. 452).

            “A razão nos mostra a unidade de Deus; só a revelação nos mostra a sua Trindade, preenchendo os contornos desta Unidade e vivificando-a.” (p. 452). Por isso, o autor inicia a confirmação de seus argumentos com as Escrituras, dando provas do Novo Testamento e indicações do Velho Testamento de que os três, Pai, Filho e Espírito Santo, são um só Deus.

            A seguir, a distinção entre as pessoas da Trindade revela que o relacionamento entre as pessoas da Trindade é um relacionamento eterno e imanente. “Provamos isto a) a partir das passagens que falam da existência do Verbo desde a eternidade com o Pai; b) a partir das passagens que declaram ou implicam a preexistência de Cristo; c) a partir das passagens que implicam intercâmbio entro o Pai e o Filho antes da fundação do mundo; d) a partir das passagens que declaram a criação do mundo por Cristo; e) a partir das passagens que declaram ou implicam a eternidade do Espírito Santo.” (p. 485).

            Mesmo assim, “o termo ‘pessoa’ só representa aproximadamente a verdade. Apesar de que esta palavra, mais aproximadamente do que qualquer outra, expressa a concepção que as Escrituras nos dão da relação entre Pai, Filho e Espírito Santo não é de si mesma empregada nesta conexão na Escritura e empregamo-la em um sentido qualificado, não no sentido comum em que aplicamos a palavra ‘pessoa’ a Pedro, Paulo e João. [...] a palavra ‘pessoa’ é apenas a expressão imperfeita e inadequada de um fato que transcende a nossa experiência e compreensão.” (p. 491).

            “A qualificação necessária é que, enquanto três pessoas entre os homens têm só uma unidade especifica de natureza ou essência – isto é, têm a mesma espécie de natureza e essência, - as pessoas da divindade têm uma unidade numérica de natureza ou essência – isto é, têm a mesma natureza ou essência. A essência não dividida de Deus pertence igualmente a cada uma das pessoas; Pai, Filho e Espírito Santo, cada um possui toda a substância e todos os atributos da divindade. A pluralidade de Deus não é, portanto, pluralidade de essência, mas de distinções hipostáticas ou pessoais. Deus não é três e um, mas três em um. [...] Trindade não é um consórcio em que cada membro por apor a sua assinatura; porque isto é apenas uma unidade de contrato e operação, não de essência. A natureza de Deus não é uma unidade abstrata, mas orgânica.” (p. 492).

            “A Trindade como organismo da Divindade garante um movimento de vida de Deus, processo em que sempre se objetiva e no Filho anuncia sua plenitude. Cristo representa a ação centrífuga da divindade. Mas deve haver a ação centrípeta. No Espírito Santo o movimento se completa e a atividade divina e o pensamento retornam para si mesmos. A verdadeira religião, trazendo-nos de volta para Deus, reproduz em nós, dentro de nossos limites, este eterno processo da mente divina. A experiência cristã testemunha que Deus em si mesmo é desconhecido; Cristo é o órgão da revelação externa; o Espírito Santo é o órgão de revelação interna – só ele pode dar-nos a apreensão interior ou entendimento da verdade. É ‘através do Espírito eterno’ que Cristo ‘se ofereceu sem mácula diante de Deus’ e é só através do Espírito Santo que a igreja tem acesso ao Pai, ou as criaturas decaídas podem voltar-se para Deus.” (p. 499-500).

            Com belas palavras o autor ainda considera “que Deus é Vida, Vida auto-suficiente, Vida infinita, da qual a vida do universo é apenas um reflexo, um filete da fonte, uma gota no oceano. Visto que Cristo é o único Revelador, o único princípio proveniente de Deus é aquele em quem vem a ser e se mantém unida. Ele á a vida da natureza; toda a beleza natural e grandiosidade, todas as forças moleculares e molares, todas as leis de gravitação e da evolução, operam e manifestam o Cristo onipresente. Ele é a vida da humanidade: os impulsos intelectuais e morais do homem até onde eles são normais e relevantes, devem-se a Cristo; ele é o princípio do progresso e aprimoramento da história. Ele é a vida da igreja; o único e exclusivo Redentor e cabeça espiritual da raça além de seu Mestre e Senhor. Toda revelação objetiva de Deus é obra de Cristo. Mas toda a manifestação subjetiva de Deus é obra do Espírito Santo. Como Cristo é o princípio de toda a saída, do mesmo modo o Espírito Santo é o princípio da volta para Deus.” (p. 500).

            Embora os argumentos do autor sejam amplamente defendidos do ponto de vista das Escrituras, história e filosofia, a doutrina da Trindade ainda permanece inescrutável “porque não há nenhuma analogia com ela em nossa experiência finita. Por esta razão, todas as tentativas para representá-la adequadamente são vãs.” (p. 509), quer seja “a partir de coisas inanimadas – como a fonte, a correnteza e o riacho que corre dela (Atanásio); a nuvem, a chuva e o nevoeiro que caem (Boardman); forma e tamanho (F. H. Robertson); princípios actínicos, luminosos e calóricos no raio de luz (Solar Hieroglyphics, 34) [ou, seja por] a partir da constituição ou processo das nossas mentes – como a unidade de psicológico intelecto, sentimento e vontade (substancialmente sustentada por Agostinho; a unidade lógica tese, antítese e síntese (Hegel); a unidade metafísica sujeito, objeto, sujeito-objeto (Melanchton, Olshausen, Shedd).” (p. 509-510), nenhuma dessas tentativas de explicar a doutrina da Trindade poderá perscrutar o que o próprio Deus reservou como mistério para a humanidade.

            Fica, portanto, evidente que a doutrina da Trindade tem apoio nas Escrituras e testemunho interno no cristão. Por isso, ela é amplamente defendida pela teologia ortodoxa e relacionada com todas as demais doutrinas bíblicas, sendo que no Pai, Filho e Espírito Santo o cristão é edificado e desenvolvido em suas faculdades, intelectuais e espirituais, para honrar e glorificar a Deus. O livro, Teologia Sistemática de Augustus Hopkins Strong, é mais uma manifestação da graça de Deus que levanta homens, como este, para aplicar sistematicamente a verdade revelada na Escritura a fim de promover o aperfeiçoamento dos eleitos de Deus. A Deus seja a glória.

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