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terça-feira, 6 de abril de 2010

DIGNO É O CORDEIRO

Estamos na Páscoa. Ovos de chocolate, bombons, bacalhau, peixes e etc. Na semana, chamada Santa, também há o que se aproveitar, afinal, não é sempre que temos um belo feriado emendado com o final de semana. Mas, ainda assim aproveitaremos as viagens, retiros, sítios e chácaras, enfim, tudo de bom.
Não obstante, o envolvimento do mundo com tamanha desfaçatez capitalista jamais pode tirar de nós, crentes no Evangelho, a resposta para a pertinente pergunta que se encontra em Ex 12.26: “Que Rito é este?”.
Etimologicamente, Páscoa significa “passar por cima”, fazendo uma alusão à passagem do SENHOR por cima dos portais das casas dos israelitas na ocasião da praga da mortandade no Egito, promovendo, assim, grande livramento ao povo escolhido de Deus. Foi depois desta praga que o povo saiu do cativeiro egípcio. Desde então, a Páscoa passou a ser celebrada ao SENHOR (Êxodo 12).
Ora, Páscoa é, então, uma celebração dedicada ao SENHOR. É uma celebração em que se relembra a passagem do estado de escravo para o estado de Liberdade, a passagem do Egito para a Terra Prometida, da morte para a Vida, da lei para a Graça, da desobediência para a Obediência, da inimizade para a Reconciliação, da perdição para a Salvação, de criaturas a Filhos de Deus, do desespero à Esperança.
“A Páscoa verdadeira é a abstinência do mal, o exercício da virtude, e o passo da morte à vida. Isto é o que se aprende da imagem antiga. Então se esforçavam por passar desde Egito a Jerusalém; agora nós nos esforçamos por passar da morte à vida. Então, do Faraó a Moisés; agora, do diabo ao Salvador.” (Santo Atanásio, séc. IV).
E se antes se matava um cordeiro para celebrar a páscoa, agora já não há mais Páscoa sem o Cordeiro Santo que tira o pecado do mundo. Ele é a própria Páscoa para nós, os que cremos em Jesus Cristo. Ele é a passagem da morte para a Vida. E sem Ele não existe Páscoa.
Esta passagem da morte para a vida se deu pela ressurreição de Jesus Cristo. Este é o grande milagre da Páscoa, a ressurreição. Não é preciso muito esforço para crer na morte de Jesus, mas na ressurreição é preciso ter fé, e esta fé é dada pelo próprio Deus. Pela ressurreição, Jesus aplicou definitivamente a Páscoa naqueles que crêem em Seu Nome. Na Páscoa Ele passou da morte para a Vida, observe o trocadilho em Jo 13.1.
Só se celebra a Páscoa Verdadeira àquele que tem suas veste lavadas no Sangue do Cordeiro (Ap 22.14). Dessa forma, devemos todos nós fazer coro com o texto das Escrituras que diz: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor... e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.” (Ap 5.12-13). Fica, portanto, claro que na Páscoa ao SENHOR , Digno é o Cordeiro, e o que passar disso não é nada além de coelhinho, ovos, bombons, bacalhau...

Um grande abraço,
Marcelo Morais.

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